A MENTIRA COMO MÉTODO E A CRISE DA HABITAÇÃO COMO HERANÇA SOCIALISTA

A crise da habitação que o País enfrenta não é um fenómeno acidental nem uma inevitabilidade, é o resultado direto de uma governação socialista marcada por promessas solenes, incumprimentos sistemáticos e um aproveitamento político que tem traído o país e tratado os portugueses com desconsideração.
Em 2018, o Dr. António Costa anunciou, com toda a solenidade institucional, a erradicação das carências habitacionais até 2024, garantindo habitação condigna a todas as famílias no ano em que se celebrariam os 50 anos do 25 de Abril. A meta assentava na entrega de 26 mil fogos através do programa 1.º Direito, com financiamento do PRR. Em outubro de 2023, o próprio Costa reconheceu publicamente que o objetivo não seria cumprido. A execução confirmou o fracasso, e até meados de 2025, menos de duas mil habitações tinham sido efetivamente entregues.
O Fundo Nacional de Reabilitação do Edificado, apresentado em 2016 para reabilitar património do Estado e colocar 7.500 fogos no mercado de arrendamento acessível, revelando-se novamente um fiasco completo.
Das 12 mil camas para estudantes prometidas no Plano Nacional para o Alojamento no Ensino Superior, apenas cerca de 27% se encontravam concluídas em 2026.
A anunciada extinção automática da dívida hipotecária mediante dação em pagamento nunca passou de declaração política, sem qualquer tradução em regime legal vinculativo. Simultaneamente a política migratória seguida permitiu a entrada de cerca de 1,6 milhões de pessoas, tornando o País estruturalmente mais vulnerável, não sendo possível dissociar esta realidade da extinção do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, decisão pela qual José Luís Carneiro, enquanto ministro, assume responsabilidade política central.
O resultado é a mais grave crise de habitação da nossa história contemporânea, que penaliza a generalidade dos portugueses, em especial os jovens e as famílias de rendimentos médios e baixos. Esta é uma vergonha de política.
Uma política construída sobre a mentira, sobre compromissos anunciados para conquistar votos e depois abandonados sem qualquer assunção de responsabilidade. O Partido Socialista prometeu, incumpriu e agora pretende transformar a sua própria herança num instrumento de combate político. Os portugueses merecem verdade e memória. Não merecem ser tratados como instrumento de uma narrativa que foge às consequências dos seus próprios atos.

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