Criança de 13 anos morre após “disparo acidental” de caçadeira do avô em Ponte da Barca

©D.R.

Uma criança de 13 anos morreu hoje, em Ponte da Barca, no distrito de Viana do Castelo, após um “disparo acidental” com a caçadeira do avô, anunciaram várias fontes de Proteção Civil.

Sem especificar pormenores, à Lusa, fonte do Comando Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil do Alto Minho confirmou que o incidente envolveu uma “arma branca”.

Já a GNR de Viana do Castelo descreveu a arma como sendo uma caçadeira de chumbo, que “não pode ser considerada uma arma de fogo, mas sim recreativa, por se assemelhar a uma pressão de ar”.

Na casa da família, localizada em S. Martinho de Castro, concelho de Ponte da Barca, estava uma segunda criança, de 15 anos, que não sofreu ferimentos.

O “disparo acidental” atingiu a menina de 13 anos na boca.

A Polícia Judiciária está a investigar.

A ocorrência foi registada às 11:40.

Ao local foi chamada uma equipa de psicólogos para dar apoio à família que reside em França e se encontra em Portugal de férias.

Além da GNR e PJ, foram chamados ao local os Bombeiros de Ponte da Barca.

O socorro à vítima mobilizou a Ambulância Suporte Imediato de Vida (SIV) de Arcos de Valdevez, bem como a Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER) do Alto Minho.

Últimas do País

A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) registou 263 ocorrências, entre as 00:00 e as 08:00 relacionadas com o mau tempo, a maioria na região de Lisboa e Vale do Tejo, disse à Lusa Telmo Ferreira.
As Forças Armadas têm mais de mil militares empenhados no terreno para apoio direto à população, além de 211 viaturas e 12 equipamentos de comunicações de emergência, anunciou hoje o Estado-Maior-General das Forças Armadas (EMGFA).
Uma mulher foi baleada hoje de madrugada de hoje na Avenida de Ceuta, em Lisboa, disse à Lusa fonte da Polícia Judiciária (PJ) que está a investigar o caso.
Quinze pessoas deram entrada no Hospital de Santo André, em Leiria, por intoxicação com monóxido de carbono com origem em geradores, após a depressão Kristin, disse hoje à agência Lusa fonte hospitalar.
O candidato presidencial André Ventura apontou hoje um "falhanço do Estado" na gestão dos efeitos do mau tempo e apelou ao Governo que lance uma linha de apoio a fundo perdido e empenhe mais militares na ajuda às populações.
O Comando de Emergência e Proteção Civil de Lisboa e Vale do Tejo alertou hoje para o risco de ocorrência de inundações, cheias, penetrações de terras e derrocadas devido ao mau tempo e à subida dos caudais.
O Hospital de Santo André, em Leiria, recebeu 545 feridos com traumas devido a situações relacionadas com acidentes em trabalhos de limpeza e reconstrução após a depressão Kristin, revelou à Lusa fonte hospitalar.
O presidente do conselho de administração da E-Redes, José Ferrari Careto, afirmou hoje não haver previsibilidade sobre quando será possível ter o restabelecimento total de energia elétrica à região afetada pela depressão Kristin.
Com casas destruídas, dias sem eletricidade e prejuízos que contam-se em milhares de euros, o Governo respondeu à tempestade Kristin com cheques de poucas centenas. População aponta os apoios como “desfasados da realidade” e incapazes de responder aos custos reais de recuperação.
Um homem morreu na madrugada de hoje no concelho de Leiria por intoxicação com monóxido de carbono com origem num gerador, disseram à Lusa fontes da Guarda Nacional Republicana (GNR) e da Proteção Civil.