Criado material na Universidade de Aveiro para dispositivos biomédicos

Uma equipa de investigação da Universidade de Aveiro desenvolveu um novo material que permite o fabrico de dispositivos biomédicos, como substitutos ósseos biocompatíveis, que são gradualmente absorvidos pelo corpo humano, informou hoje fonte académica.

© Universidade de Aveiro

De acordo com uma nota de imprensa, trata-se de uma resina biocerâmica sensível à luz, de base aquosa, para técnicas de fabrico aditivo, que permite economia de tempo e meios na conceção de peças.

“Já foi submetido um pedido de patente nacional no sentido da proteção dos resultados de investigação e desenvolvimento conseguidos pela equipa de investigadores”, informa a Universidade de Aveiro.

A invenção “consiste numa composição aquosa fotocurável (endurece por efeito da luz) à base de água e permite o fabrico de dispositivos biomédicos de alta complexidade geométrica e fidelidade de forma”.

A utilização apontada compreende “substitutos ósseos biocompatíveis e customizados, que são gradualmente absorvidos pelo corpo humano, dando origem a novo osso”.

Segundo Simão Santos, estudante do Programa Doutoral em Engenharia de Materiais da UA, o novo material destaca-se “pelo seu reduzido teor de orgânicos voláteis e elevada quantidade de partículas cerâmicas”.

“Esta resina apresenta como vantagem reduzir a extensa etapa de pós-processamento térmico das peças impressas, para além de possibilitar um processo mais sustentável e ecologicamente responsável”, acrescenta.

Além de Simão Santos, fazem parte do grupo de investigação Manuel Alves, Georgina Miranda e Susana Olhero, do Departamento de Engenharia de Materiais e Cerâmica (DEMaC).

A Universidade está a desenvolver contactos com operadores do mercado, para o desenvolvimento e a transferência de conhecimento e da tecnologia.

Últimas do País

A Proteção Civil alertou hoje para o risco de inundações e cheias em Portugal continental devido à passagem da depressão Bruna, que irá provocar chuva e vento fortes e agitação marítima.
A Polícia de Segurança Pública (PSP) deteve entre domingo e hoje 10 pessoas no Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, suspeitas de utilizarem documentos falsificados em voos provenientes de Atenas, na Grécia.
O IPMA alertou para chuva, vento e agitação marítima no continente a partir de domingo, devido à depressão Bruna, que deverá afetar o país até 13 de novembro.
A PSP recebeu hoje de manhã um alerta de ameaça de bomba num avião da Ryanair que iria sair do aeroporto de Lisboa com destino a Roma, revelou hoje aquela polícia.
Dois homens, de 24 e 27 anos, foram detidos pela PSP depois de transformarem dois apartamentos municipais devolutos, na Quinta do Loureiro, em Lisboa, em armazéns de droga. A operação permitiu apreender 23 quilos de heroína, a maior quantidade desta substância confiscada este ano pelas forças de segurança portuguesas, além de cocaína, haxixe, liamba, dinheiro e munições.
Um adolescente de 15 anos foi identificado pela Polícia Judiciária como suspeito de violar e roubar uma rapariga menor de idade no interior do prédio onde esta reside, em Oeiras. O jovem está ainda indiciado por outros crimes de roubo e agressão. Por ter menos de 16 anos, não pode ser responsabilizado criminalmente, tendo sido entregue ao pai e apresentado ao Tribunal de Família e Menores.
A Polícia Judiciária de Aveiro deteve um homem de 34 anos suspeito de usar receitas falsas para comprar medicamentos que seriam utilizados para fabricar drogas ou para consumo direto, segundo informou o órgão de polícia criminal.
Uma mulher espanhola foi detida em Badajoz, suspeita de ter vendido os seis filhos, com idades entre um e 11 anos, a outras famílias. Duas das crianças, de um e três anos, foram localizadas em Portugal e encaminhadas para instituições de acolhimento.
Um homem de 55 anos foi detido pela GNR por estar "fortemente indiciado" do crime de violência doméstica contra a mulher, de 48 anos, no concelho de Elvas, revelou hoje o Ministério Público (MP).
A Polícia Marítima apreendeu, nos primeiros nove meses deste ano, cerca de 100 mil litros de combustível no combate ao tráfico de droga, mais 45% do que em todo o ano de 2025, indicou a Autoridade Marítima Nacional (AMN).