Famílias na UE pouparam mais e investiram menos no 3.º trimestre de 2024

As famílias da zona euro e da União Europeia (UE) pouparam mais e investiram menos no terceiro trimestre de 2024 face ao período homólogo, segundo dados hoje divulgados pelo Eurostat.

© D.R.

Na zona euro, de acordo com o serviço estatístico europeu, entre julho e setembro, a taxa de poupança das famílias foi de 15,2%, acima dos 14,1% do terceiro trimestre de 2023, mas abaixo da de 15,6% do segundo trimestre de 2024.

Na UE, a taxa de poupança das famílias apresentou uma subida homóloga de 13,3% para 14,4%, ligeiramente abaixo da de 14,7% do segundo trimestre de 2024.

A taxa de investimento, por outro lado, recuou na zona euro para os 9,2% – face à de 9,7% homóloga e de 9,2% do segundo trimestre –, e na UE para os 8,8%, que se compara com as de 9,5% e 8,9%, respetivamente.

Entre os Estados-membros para os quais são publicados dados, a taxa de investimento das famílias aumentou em seis, permaneceu estável em seis e diminuiu em três.

A Dinamarca registou o maior aumento (0,5 pontos percentuais — p.p.), seguida de Portugal e da Hungria (0,2 p.p. cada), enquanto os decréscimos foram observados em Espanha (-0,3 p.p.), Itália e Finlândia (-0,2 p.p. cada).

A taxa de poupança das famílias, entre julho e setembro de 2024, aumentou em cinco Estados-membros, permaneceu estável num e diminuiu em nove.

A Grécia registou o maior aumento (1,9 p.p.), seguida da Finlândia e de Espanha (ambas 1,1 p.p.).

Ao mesmo tempo, os maiores decréscimos registaram-se na Hungria (-5,6 p.p.), na Dinamarca e em Portugal (-2,4 p.p.).

Os dados para os Estados-membros são apenas referente à comparação trimestral, não tendo sido disponibilizados para as variações homólogas.

Últimas de Economia

André Ventura acusou o Governo de estar a penalizar os portugueses com a subida dos impostos e voltou a exigir uma redução do IVA nos combustíveis. “Os portugueses estão a sofrer, e não é pouco”, defendeu.
O cabaz alimentar composto por 63 bens essenciais monitorizado pela Deco Proteste voltou a subir 1,34 euros, fixando-se nos 255,56 euros, informou hoje a associação de defesa do consumidor.
O antigo ministro João Gomes Cravinho admitiu hoje que soube de forma "muito genérica" que o custo das obras no antigo Hospital Militar de Belém iria derrapar, mas ressalvou que nunca surgiu um "pedido de despesa suplementar".
A diferença entre as duas maiores cidades do país é expressiva: 583 novos alojamentos locais no Porto contra apenas 124 em Lisboa desde o início do ano.
A Caixa Geral de Aposentações (CGA) calculou mal as pensões de 2937 pessoas e atribuiu-lhes valores superiores aos que resultavam da aplicação da lei. A falha foi agora detetada e os recém-reformados estão a ser informados de que vão passar a receber menos.
A taxa de inflação homóloga dos países da OCDE subiu para 4,3% em agosto, contra 4,1% em julho, impulsionada por um forte aumento dos preços da energia, enquanto a inflação dos alimentos continuou a desacelerar, foi hoje anunciado.
O Estado injetou cerca de 30 mil milhões de euros no setor financeiro desde a crise de 2008. Até ao final de 2025, apenas 8,9 mil milhões tinham sido recuperados, segundo dados divulgados pelo Tribunal de Contas.
Os cerca de 540 diplomatas portugueses terão novos aumentos salariais no próximo ano. A valorização mensal varia entre 108 e 289 euros e completa a revisão remuneratória iniciada em 2025.
A taxa de poupança das famílias na zona euro diminuiu para 14,2% no segundo trimestre, enquanto a taxa de investimento manteve-se estável em 8,3%, divulga hoje o Eurostat.
A taxa de inflação homóloga da zona euro terá aumentado para 3,8% em setembro de 2026, puxada pelos preços da energia, segundo uma estimativa rápida do Eurostat.