Reservas de ouro do Banco de Portugal valorizaram-se 34% para 31 mil milhões em 2024

O ouro detido pelo Banco de Portugal (BdP) valia 31 mil milhões de euros no final de 2024, mais 34% do que em 2023, segundo o Relatório de Implementação da Política Monetária de 2024 hoje divulgado.

© D.R.

Em 2024, o ouro do Banco de Portugal valorizou oito mil milhões de euros face aos 23 mil milhões de euros do ano anterior, “em resultado exclusivamente da forte valorização ao longo do ano”.

O ouro é considerado um ativo de refúgio em tempos de incerteza, tendo o preço da onça vindo a alcançar máximos históricos.

Ainda segundo o Relatório de Implementação da Política Monetária, o ouro foi preponderante para que o balanço do Banco de Portugal aumentasse 3% para 191 mil milhões de euros em 2024.

No final do ano passado, segundo o Relatório do Conselho de Administração do BdP, o banco central detinha 382,7 toneladas de ouro.

Numa lista compilada pelo Conselho Mundial do Ouro, Portugal tinha, no final de 2024, a sexta maior reserva de ouro da Europa Ocidental (atrás de Alemanha, Itália, França, Suíça e Países Baixos).

As reservas de ouro estão guardadas na casa-forte do complexo de alta segurança do BdP no Carregado e ainda em Londres.

Últimas de Economia

O CHEGA apresentou uma proposta no âmbito do Orçamento do Estado para 2027 que pretende impedir o acesso à habitação pública por pessoas condenadas por crimes graves. A iniciativa coloca em discussão os critérios de atribuição de casas financiadas com dinheiro público e a possibilidade de a existência de condenações criminais influenciar o acesso a estes apoios.
Enquanto milhares de famílias portuguesas enfrentam dificuldades para pagar as contas, suportar os encargos da habitação e fazer face ao aumento do custo de vida, os cinco maiores bancos do país acumulam lucros milionários.
Os portugueses são a sétima população da União Europeia (UE) que mais sentiu o aumento do custo de vida, com dois em três a afirmarem que o seu poder de compra caiu significativamente no último ano, segundo um inquérito hoje divulgado.
O CHEGA defendeu a possibilidade de os portugueses deduzirem no IRS os encargos com o crédito à habitação, mas a proposta foi rejeitada pelo PSD e pelo PS. A medida pretendia aliviar a carga fiscal das famílias que pagam mensalmente a prestação da casa, numa altura em que o acesso à habitação continua a representar um dos maiores desafios financeiros dos portugueses.
O CHEGA voltou a defender medidas para reduzir o preço dos combustíveis no âmbito do Orçamento do Estado para 2027, mas a iniciativa foi rejeitada pelo PSD e pelo PS. O partido pretendia aliviar os custos suportados pelos condutores e pelas famílias portuguesas, num país onde abastecer o depósito continua a representar uma despesa significativa.
Uma decisão do Tribunal de Justiça da União Europeia determina que as instituições bancárias não podem recusar o reembolso imediato de operações não autorizadas apenas por considerarem que os clientes foram negligentes. O dinheiro deve ser devolvido, em regra, até ao final do dia útil seguinte.
Dezenas de clientes denunciam transferências não autorizadas e perdas de milhares de euros. A Polícia Judiciária está a investigar as queixas, enquanto o Banco CTT reconhece um aumento das tentativas de fraude digital. Uma das vítimas reclama a devolução de 1.200 euros.
O passe que permitirá utilizar os transportes das áreas metropolitanas de Lisboa e Porto foi adiado três meses. O Governo prevê um acréscimo de dez euros ao preço do passe e admite implementar o sistema nacional numa segunda fase.
O preço eficiente do gasóleo aumentou, esta semana, 1,2% para 2,289 euros, indicou hoje a ERSE - Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos.
A prestação média mensal dos empréstimos para habitação própria permanente atingiu em setembro os 450 euros, o valor mais alto desde o início da série, em 2018, e mais 9% em termos homólogos, divulgou hoje o BdP.