Meloni considera que reconhecer Estado da Palestina pode ser “contraproducente”

A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, considerou hoje que reconhecer o Estado da Palestina, “sem que exista um Estado da Palestina”, pode ser “contraproducente", discordando da decisão da França de avançar com o reconhecimento na Assembleia Geral das Nações Unidas.

©facebook.com/giorgiameloni

“O reconhecimento do Estado da Palestina, sem que exista um Estado da Palestina, pode até ser contraproducente. […] Disse isso à própria autoridade palestiniana e também a Macron”, afirmou a chefe do Governo de Itália, em declarações publicadas pelo jornal italiano La Repubblica.

Na quinta-feira, o Presidente francês, Emmanuel Mácron, anunciou que a França vai reconhecer formalmente o Estado da Palestina na Assembleia Geral das Nações Unidas em Nova Iorque, em setembro.

Perante a decisão da França, Giorgia Meloni defendeu que, “se se reconhece no papel algo que não existe, corre-se o risco de que o problema pareça resolvido, quando não está”.

“Embora seja muito favorável ao Estado da Palestina, não sou a favor do seu reconhecimento antes que se inicie um processo para a sua constituição”, sustentou.

Por sua vez, o ministro dos Negócios Estrangeiros italiano, Antonio Tajani, explicou que “a Itália apoia a solução de dois povos e dois Estados, mas o reconhecimento do novo Estado palestiniano deve ocorrer em simultâneo com o reconhecimento por parte de Itália do Estado de Israel”.

O anúncio do Presidente francês tem provocado reações diversas a nível mundial.

Israel condenou a decisão por considerar que “recompensa o terror”, enquanto os Estados Unidos a classificaram de “irresponsável” e prejudicial para a paz.

O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, saudou a adesão da França a outros países europeus no reconhecimento da Palestina, enquanto o grupo islâmico Hamas a definiu como “um passo positivo na direção certa”.

Últimas de Política Internacional

Uma proposta apresentada por Angie Roselló, porta-voz do partido espanhol de extrema esquerda Unidas Podemos, na autarquia de San Antoni, em Ibiza, está a gerar forte controvérsia.
O candidato presidencial e líder do CHEGA hoje “o derrube do regime de Nicolás Maduro“, após uma intervenção militar dos Estados Unidos da América na Venezuela, é “um sinal de esperança” para o povo daquele país e as comunidades portuguesas.
O Tribunal Constitucional indicou esta terça-feira que não admitiu as candidaturas às eleições presidenciais de Joana Amaral Dias, Ricardo Sousa e José Cardoso.
A Comissão Europeia anunciou hoje uma investigação formal para avaliar se a nova política da `gigante` tecnológica Meta, de acesso restrito de fornecedores de inteligência artificial à plataforma de conversação WhatsApp, viola regras de concorrência da União Europeia.
O Sindicato de Trabalhadores da Imprensa na Venezuela (SNTP) e o Colégio de Jornalistas (CNP), entidade responsável pela atribuição da carteira profissional, denunciaram hoje a detenção de um jornalista que noticiou a existência de um buraco numa avenida.
O Tribunal Constitucional da Polónia ordenou hoje a proibição imediata do Partido Comunista da Polónia (KPP), alegando que os objetivos e atividades do partido, refundado em 2002, violam a Constituição.
A Administração Trump suspendeu todos os pedidos de imigração provenientes de 19 países considerados de alto risco, dias após um tiroteio em Washington que envolveu um cidadão afegão, anunciou o Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos.
Federica Mogherini, reitora do Colégio da Europa e ex-chefe da diplomacia da União Europeia (UE), foi indiciada pelos crimes de corrupção, fraude, conflito de interesse e violação de segredo profissional, revelou a Procuradoria Europeia.
O Presidente ucraniano apelou hoje para o fim da guerra, em vez de apenas uma cessação temporária das hostilidades, no dia de conversações em Moscovo entre a Rússia e os Estados Unidos sobre a Ucrânia.
O primeiro-ministro de Espanha, Pedro Sánchez, considerou hoje que a situação na Catalunha só se normalizará totalmente se o líder separatista Carles Puigdemont for amnistiado e regressar à região, tendo reconhecido "a gravidade da crise política" que enfrenta.