616,4 milhões de euros: pagamentos em atraso no SNS sobem para o valor mais alto desde 2018

Apesar do reforço orçamental de 200 milhões em julho, as dívidas voltaram a aumentar em agosto, o que expõe o subfinanciamento crónico dos hospitais, alerta o , presidente da Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares.

© D. R.

Os pagamentos em atraso do Serviço Nacional de Saúde (SNS) atingiram, em agosto, os 616,4 milhões de euros, o valor mais elevado dos últimos cinco anos, de acordo com dados oficiais divulgados pelo Portal do SNS e noticiados pelo jornal Público.

A subida ocorre poucas semanas depois de o Governo ter disponibilizado, em julho, um reforço extraordinário de 200 milhões de euros, destinado a saldar dívidas superiores a 90 dias relacionadas com a aquisição de medicamentos e dispositivos médicos.

O reforço teve um efeito imediato, mas efémero: em julho, o total de pagamentos em atraso desceu para 470,5 milhões de euros, menos 77 milhões do que em junho. Contudo, essa redução não se manteve nos meses seguintes, com os valores a voltarem a aumentar.

Para Xavier Barreto, presidente da Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares, o problema de fundo continua por resolver. “A verdadeira questão é o subfinanciamento crónico dos hospitais”, afirmou, em declarações ao Público. Segundo o responsável, o financiamento deveria ser estruturado de forma mais previsível e sustentada: “Mais vale garantir os fundos logo no início do ano do que injetar capital numa fase final, quando as dívidas já se acumularam.”

Últimas do País

Mais de 91% das Unidades de Saúde Familiares registaram no último ano três ou mais episódios de indisponibilidade de aplicações informáticas e mais de 82% registaram falhas de material básico, revela um estudo que é esta sexta-feira apresentado.
A GNR deteve um homem de 22 anos na Maia por suspeita de tráfico de droga e ameaças com arma de fogo, numa investigação que envolveu os concelhos de Gondomar e Porto. Além do suspeito, dois homens e uma mulher foram constituídos arguidos.
Uma massa de ar quente do norte de África vai atravessar Portugal esta sexta-feira e sábado, trazendo poeiras em suspensão que podem ter efeitos sobre a saúde, sobretudo da população mais sensível, alertou a Direção-Geral da Saúde (DGS).
Adolescente foi atingido durante uma rixa entre jovens, na Abrunheira. Vítima sofreu uma perfuração pulmonar e foi transportada para o Hospital Amadora-Sintra, onde poderá ser operada.
Um homem condenado anteriormente por incêndio florestal foi detido novamente em Vale de Cambra, no distrito de Aveiro, por suspeita de atear fogo em setembro, segundo a Polícia Judiciária.
O número de mortes em Portugal diminuiu 1,1% nos primeiros nove meses do ano, comparativamente ao mesmo período de 2025, mas os óbitos de crianças com menos de um ano aumentaram 7,7%, revelam hoje dados do INE.
A iniciativa do CHEGA recebe luz verde parlamentar e pretende garantir a cobrança efetiva dos cuidados de saúde prestados a cidadãos estrangeiros não residentes ou em situação irregular, evitando encargos por recuperar no SNS.
O CHEGA conseguiu fazer aprovar, na Assembleia da República, um projeto de resolução que recomenda ao Governo o reforço da segurança e da proteção das mulheres e de outros utilizadores vulneráveis nos transportes públicos. A iniciativa pretende combater o assédio sexual, a violência, a intimidação e a criminalidade que afetam diariamente milhares de portugueses, particularmente mulheres, menores de idade, idosos e pessoas com deficiência ou mobilidade condicionada.
Um homem de 33 anos foi detido no Funchal, Madeira, por tráfico de droga e ficou em prisão preventiva, indicou a PSP, que apreendeu dois quilos de haxixe no decurso da operação.
Três homens e uma mulher foram detidos na Operação Corrupio. A Polícia Judiciária apreendeu várias drogas, milhares de euros em dinheiro, viaturas de alta gama e material alegadamente utilizado em burlas informáticas.