Nas últimas eleições presidenciais, em 24 de janeiro de 2021, e à mesma hora, a afluência às urnas foi de 17,07%.
Nas presidências de 2021, a taxa de abstenção atingiu os 60,76%.
As urnas para as eleições presidenciais abriram hoje às 08:00 em Portugal Continental e na Madeira e uma hora depois nos Açores devido à diferença horária, encerrando às 19:00.
Na abertura das mesas de voto para todo o país, a partir das 08h00, a Comissão Nacional de Eleições (CNE) não teve registo de quaisquer incidentes, segundo o seu porta-voz, André Wemans.
Mais de 11 milhões de votos são chamados hoje a escolher o novo Presidente da República, que irá suceder a Marcelo Rebelo de Sousa, que atingiu o limite de mandatos, sendo 11 os candidatos aceites, um número recorde.
Se um dos candidatos obtiver mais de metade dos votos validamente expressos será eleito já hoje chefe de Estado. Caso contrário, haverá uma segunda volta, em 08 de fevereiro, com os dois mais votados no sufrágio.
No boletim de voto constam 14 nomes, incluindo os de Joana Amaral Dias, José Cardoso e Ricardo Sousa, cujas candidaturas não foram aceites pelo Tribunal Constitucional devido a irregularidades processuais.
Assim, os 11 candidatos aparecem no boletim de voto pela seguinte ordem: o sindicalista André Pestana ocupa a segunda linha, Jorge Pinto, apoiado pelo Livre, a terceira, e o músico Manuel João Vieira a quinta.
Catarina Martins (apoiada pelo Bloco de Esquerda) surge em sétimo lugar no boletim, João Cotrim Figueiredo (apoiado pela Iniciativa Liberal) em oitavo, o pintor Humberto Correia em nono e o socialista António José Seguro em 10.º.
O candidato apoiado pelos partidos do Governo (PSD e CDS-PP), Luís Marques Mendes, está na 11.ª linha, André Ventura, o líder do CHEGA, na seguinte, com António Filipe (apoiado pelo PCP) e Henrique Gouveia e Melo, respetivamente, na 13.ª e 14.ª posições.
Para o sufrágio de hoje estão inscritos 11.039.672 candidatos, mais 174.662 do que nas eleições presidenciais de 2021.