Furto de cabos e gasóleo de geradores afeta abastecimento de água em Porto de Mós

O furto de cabos e de gasóleo de geradores tem afetado a reposição do abastecimento de água no concelho de Porto de Mós, no distrito de Leiria, disse hoje o vereador Eduardo Amaral, que manifestou revolta.

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“É mesmo revoltante. Depois de uma catástrofe natural, quando as pessoas já estão fragilizadas e a tentar sobreviver, ainda ter de lidar com esse tipo de atitude é de cortar o coração. Roubar cabos e gasóleo não é só roubo, é tirar luz, água, cuidados médicos e segurança a quem mais precisa”, escreveu Eduardo Amaral nas redes sociais, onde publicou fotografias.

À agência Lusa, o autarca explicou que furtaram “cabos de alimentação dos geradores que estavam a servir as centrais de transferência de água” e “têm andado a roubar o gasóleo dos próprios geradores”.

A última situação ocorreu esta noite em Casais de Matos, na freguesia de Calvaria, e afetou a população da sede do concelho, Juncal e Pedreiras.

“Isto era na central de captação, onde a água depois é bombeada para os outros depósitos. Cortaram a fonte de alimentação”, esclareceu o vereador, referindo que a autarquia teve de recorrer a serviços externos para a instalação de novos cabos, já executada.

Eduardo Amaral explicou que o município tem colocado “geradores nas estações de bombagem de água, para poder alimentar toda a rede de distribuição”.

“Ainda não conseguimos ter abastecimento total, estamos ainda à procura de mais alguns geradores, para ter a estrutura completa a funcionar”, adiantou.

A situação foi reportada à Guarda Nacional Republicana.

“Já fizemos a comunicação às autoridades, para ver se também começam a ter um patrulhamento junto destes geradores que temos colocado”, que são cerca de 15 para assegurar o abastecimento de água, acrescentou.

A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos cinco mortos, segundo a Proteção Civil, vários feridos e desalojados. A Câmara da Marinha Grande contabiliza ainda uma outra vítima mortal no concelho.

Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.

Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.

O Governo decretou situação de calamidade entre as 00:00 de quarta-feira até às 23:59 de dia 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, número que pode aumentar.

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