Nas zonas mais críticas estavam sem energia 151 mil clientes, na maioria em Leiria, com 110 mil clientes afetados, Santarém, com 26 mil, Castelo Branco, com 12 mil, e Coimbra, com três mil.
Entre as 00h00 e as 08h00, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) registou 263 ocorrências relacionadas com o mau tempo, a maioria na região de Lisboa e Vale do Tejo, nomeadamente 135 quedas de árvores, 58 inundações e 41 quedas de estruturas.
No balanço anterior da E-Redes, às 19h de domingo, havia cerca de 159 mil clientes sem eletricidade.
Os clientes da E-Redes exigem “pontos de entrega de energia” como habitações, empresas ou lojas com ligação elétrica, sendo assim difícil quantificar o número de pessoas que estão a ser afetadas.
A rede elétrica nacional foi afetada há seis dias, na quarta-feira, pela passagem da depressão Kristin, com ventos que superam os 220 quilômetros por hora.
O mau tempo incomodado por menos cinco mortos, segundo a Proteção Civil, vários feridos e desalojados.
A Câmara da Marinha Grande contabiliza ainda uma outra vítima mortal no concelho. No sábado, outros dois homens morreram ao cair de um telhado que estava a reparar, um no concelho da Batalha e outro em Alcobaça. Na madrugada de domingo, um homem morreu no concelho de Leiria por intoxicação com monóxido de carbono com origem num gerador.
A destruição total ou parcial de casas e empresas, quedas de árvores e de estruturas, cortes ou condicionamentos de estradas e serviços de transporte, em linhas ferroviárias especiais, fechamento de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do tempo.
Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.
O Governo decretou situação de calamidade, que foi prorrogada este domingo, após uma reunião do Conselho de Ministros, até dia 08 de fevereiro.