Mau tempo: Registadas 13.388 ocorrências desde 01 de fevereiro

A Proteção Civil registou 13.388 ocorrências relacionadas com as tempestades entre o dia 01 de fevereiro e as 12:00 de hoje em Portugal continental, informou o comandante nacional.

© LUSA

“O número de ocorrências registada até o momento são 13.388, com 46.235 operacionais envolvidos e 18.501 meios”, disse Mário Silvestre na conferência de imprensa sobre o ponto de situação do mau tempo na sede Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), em Carnaxide, Oeiras, no distrito de Lisboa.

A queda de árvores continua a ser o incidente mais frequente, com mais 4.000 ocorrências registadas, seguida por deslizamento de terra e inundações.

“A queda de árvore continua a ser a ocorrência mais significativa. (…) Reforçamos o cuidado a ter na situação dos deslizamentos e das quedas de árvores”, avisou o comandante da ANEPC.

O solo permanece altamente instável devido ao acumulado de precipitação, aumentando o risco de deslizamentos.

“O solo encontra-se bastante instável em virtude da precipitação e do acumulado de água”, alertou Mário Silvestre, sublinhando a importância de cuidados redobrados “nas zonas mais densamente arborizadas e nas zonas onde existem declives maiores no terreno”.

A Proteção Civil mantém-se em prontidão e apela à população para evitar áreas de risco, seguir as recomendações das autoridades e reportar situações perigosas.

Segundo o comandante da ANEPC, estão atualmente 11 planos distritais ativados, 125 planos municipais e 15 declarações de situação de alerta emitidas pelos municípios.

Quinze pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

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