ULS de Coimbra ativa Plano de Emergência Interno e Gabinete de Crise devido ao mau tempo

A Unidade Local de Saúde (ULS) de Coimbra ativou hoje o Plano de Emergência Interno (PEI) e acionou o Gabinete de Crise para acompanhar a situação do mau tempo na região de Coimbra.

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Em comunicado enviado à agência Lusa, aquela estrutura adiantou que subiu o nível do Plano de Emergência Externo (PEE) para Nível 2, para reforçar a capacidade de resposta em caso de “um evento extremo na região”.

“O Nível 2 do PEE pressupõe a mobilização progressiva de recursos internos adicionais, incluindo reforço de equipas, adequação de espaços assistenciais e ativação de mecanismos de coordenação institucional, garantindo a manutenção da resposta assistencial e a segurança de utentes e profissionais”, explicou.

A nota refere que a ULS de Coimbra tem mantido uma articulação permanente com as entidades da Proteção Civil e de emergência, assegurando uma resposta integrada, proporcional e alinhada com os princípios nacionais de coordenação e unidade de comando.

“Temos tido reuniões regulares com a Proteção Civil, tanto com o Serviço Municipal de Proteção Civil, como com o Comando Sub-regional da Autoridade Nacional da Emergência e Proteção Civil, para acompanhamento da situação a nível do Concelho e do Distrito, respetivamente, e estamos preparados para ativar o Nível 3 do PEE, caso se justifique”.

A ULS salientou ainda que, apesar do impacto que as intempéries tiveram na vida pessoal de alguns dos trabalhadores (com estradas cortadas, escolas fechadas, danos nas suas habitações), os seus profissionais “têm sido incansáveis no apoio e na prestação de cuidados”.

“É graças a eles que a ULS de Coimbra tem estado na linha da frente do apoio às comunidades mais afetadas pelas tempestades, dando resposta às necessidades das pessoas”, lê-se no comunicado.

Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A décima sexta vítima é um homem de 72 anos que caiu no dia 28 de janeiro quando ia reparar o telhado da casa de uma familiar, no concelho de Pombal, e que morreu a 10 de fevereiro, nos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC).

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

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