Segurança Social com mais de 200 técnicos no terreno apoia 1.537 desalojados

A intervenção da Segurança Social no âmbito das tempestades, com a mobilização de mais de 200 técnicos do Instituto da Segurança Social (ISS), deu apoio a 1.537 pessoas desalojadas, foi hoje anunciado.

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Num comunicado hoje divulgado, o gabinete da ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social precisa que “houve também necessidade, até sexta-feira, de evacuar e realojar 22 instituições, na sua maioria estruturas residenciais para idoso (lares), abrangendo um total de 1.347 utentes”.

Entre os públicos acompanhados, a Segurança Social destaca pessoas idosas, pessoas com mobilidade condicionada, pessoas com deficiência sensorial, intelectual ou do desenvolvimento e crianças e jovens em situação de risco.

“Desde o primeiro momento e até à data, foram mobilizados mais de 200 técnicos do ISS, que têm integrado equipas operacionais, com capacidade de resposta permanente, flexibilidade operacional e reforço imediato, sempre que a evolução da situação o justifique”, afirma.

Em relação às 1.537 pessoas desalojadas, o gabinete da ministra explica que a Segurança Social está a coordenar e a assegurar apoio técnico e social a sete Zonas de Concentração e Apoio à População (ZCAP) fornecendo alojamento temporário seguro; alimentação e bens essenciais; condições de higiene e conforto; apoio psicossocial de emergência, entre outros”.

As referidas ZCAP são duas na Marinha Grande, uma em Ourém, duas em Alcácer do Sal e duas em Coimbra.

“Nos distritos mais afetados, e em parceria com as instituições, as equipas da Segurança Social têm visitado idosos beneficiários de Serviço de Apoio Domiciliário, de modo a manter o território mapeado em caso de necessidade de intervenção”, refere o comunicado, adiantando que “também as Estruturas Residenciais para Idosos são contactadas diariamente correspondendo a cerca de 6.000 contactos já efetuados”, adianta.

A Segurança Social já obteve respostas de 7.103 instituições a um inquérito nacional para mapear necessidades.

“Em parceria com o INE, as equipas do ISS mapearam todas as instituições (ERPI e Lares Residenciais) com proximidade, por grau de risco, ao leito de cheia, para informar a Proteção Civil sobre eventuais riscos”, adianta.

O comunicado sublinha que de acordo com as necessidades específicas das populações afetadas identificadas pelas autarquias, as equipas da Segurança Social vão ajustando as respostas sociais e prestam formação em apoio psicossocial às equipas municipais que o solicitam.

“A Segurança Social mantém equipas no terreno a operar 24 horas por dia, em articulação permanente com as estruturas de Proteção Civil, autarquias e instituições de solidariedade social, assegurando respostas sociais ininterruptas e acompanhamento próximo das populações em situação de maior fragilidade, num esforço contínuo para mitigar os impactos das intempéries”, adianta.

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