Leiria mantém Plano Municipal de Emergência ativado e contou com quase 10.500 operacionais

A Câmara de Leiria vai manter o Plano Municipal de Emergência e Proteção Civil e a declaração de situação de alerta ativadas, devido à depressão Kristin, que já envolveu quase 10.500 operacionais.

© D.R.

Ativado desde as 7h00 do dia 28 de janeiro, logo após a passagem da depressão Kristin, o Plano Municipal de Emergência e Proteção Civil mantém-se até a situação se justifique, disse hoje o vereador Luís Lopes, na reunião de câmara.

Segundo o autarca, até ao dia 15 de fevereiro estiveram envolvidos em todas as operações 10.439 operacionais de todas as entidades e “não estão contabilizados todos os voluntários que participaram no Limpar Leiria”.

Registou-se a mobilização de mais de três mil veículos e de 2.863 ocorrências, sendo que muitas delas incluem várias, como exemplo cortes de árvores que podem ser 50, mas contam como uma, explicou.

Até às 10h00 desta segunda-feira, deram entrada na urgência do serviço de Ortotrauma da Unidade Local de Saúde da Região de Leiria 1.834 feridos, registando-se 16 mortos em toda a região afetada.

“No concelho de Leiria temos registo de seis mortos: três diretamente relacionados com a depressão naquela madrugada e outros três indiretamente”, disse o autarca.

Luís Lopes acrescentou que após a tempestade, o Município de Leiria passou “da desobstrução de vias para a gestão de cheias e nos últimos dias para a gestão de movimentos de massas, em função da saturação dos solos”.

Referindo que o teatro de operações é o total do concelho, já que “não há um único local que não tenha sido afetado”, Luís Lopes sublinhou que o município tem estado em “articulação permanente com os concelhos limítrofes” também afetados.

Constatando que “todos os telhados ficaram destelhados”, Carlos Palheira sublinhou a importância de “dar uma resposta rápida”, através da “cedência gratuita de lonas e também de manga plástica”, num total de 1.750.000 metros quadrados (m2).

“A cada pessoa foi dada uma quantidade de cerca de 50 m2, podendo ser reforçada essa cedência se fosse necessário”, adiantou o vereador com o pelouro do Apoio Logístico, entre outros.

A autarquia adquiriu 153 mil m2 de lona, pelo valor de 267,231 mil euros, enquanto a restante foi “cedida através da generosidade das empresas e pessoas”, e comprou ainda 16 mil quilos de manga plástica, num total de 27.171,88 euros(mais iva).

“Conseguimos chegar a cerca de 42 mil pessoas”, revelou. As telhas e material de construção foram ofertados. “Já atribuímos telhas a cerca de 7.000 pessoas”, disse.

Ana Valentim, vereadora com o pelouro da Ação Social, informou que garantiram alimentação a 8.677 agregados familiares, “o que equivale a 380 toneladas de géneros alimentícios”, entregues na Porta 10 do Estádio Municipal de Leiria.

“O nosso objetivo, independentemente de mantermos o ponto de recolha alimentar na Porta 10, é chegar à população mais fragilizada que ainda não tem eletricidade e fazer um programa de entrega de cabazes alimentares no domicílio”, acrescentou.

No Município de Leiria houve o registo de 84 pessoas desalojadas. “Algumas já estão nas casas móveis”, disse, referindo ainda o apoio de sete unidades hoteleiras que acolheram algumas famílias.

Depois de dar prioridade à reparação dos telhados de famílias que têm o acompanhamento da PSP, GNR e ação social do concelho, José Cunha divulgou que intervieram em 500 telhados.

“Estamos a fazer o levantamento de todos os taludes e vias que colapsaram ou estão em vias de colapsar. Já temos uma lista considerável e temos de ver a melhor forma de as reparar”, acrescentou o vereador das Obras Municipais.

Os vereadores do PSD sugeriram que seja criada uma comissão de acompanhamento da reconstrução de Leiria, que pode integrar a Assembleia Municipal, mas também a sociedade civil, empresarial, social e cultural.

O vereador do CHEGA lamentou que, após o apagão, a autarquia não se tenha investido em geradores, tal como sugeriu, e defendeu uma maior aposta na prevenção.

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