DECO denuncia estratégia de reduzir serviços digitais após fidelização

A Deco apelou hoje ao Estado para que proíba as empresas fornecedoras de serviços digitais de reduzirem a qualidade e de retirarem funcionalidades essenciais após a fidelização do consumidor, pedindo que estas situações sejam denunciadas.

© D.R.

Em comunicado, a Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor diz que a degradação de serviços, especialmente os digitais, se tornou “uma estratégia de negócio”, com as empresas a conquistarem o consumidor com um serviço inicialmente inovador, que vai perdendo qualidade e funcionalidades, para depois aumentar o preço.

“No fim, só pagando é que o consumidor consegue voltar a ter acesso à qualidade mínima com que aderiu inicialmente”, afirma.

A associação considera esta estratégia inaceitável e diz ser fundamental que o Estado proíba as empresas, independentemente da sua natureza, volume de faturação ou dimensão, de deteriorar a qualidade dos seus serviços, impedindo reduções de funcionalidades injustificadas.

Pede ainda que as empresas sejam proibidas de retirar funcionalidades após o período de fidelização, garantindo a durabilidade e estabilidade dos serviços, assim como impedir a portabilidade ou tornar os serviços contratados mais caros caso o consumidor dê consentimento para o tratamento dos seus dados pessoais.

Segundo a Deco, muitas das práticas usadas pelas empresas criam o que apelida de “dependência artificial”, numa situação que “não é acidental”, mas sim estratégica.

Como exemplos, a Deco aponta o facto de o ‘feed’ das redes sociais Instagram e Facebook ter deixado de priorizar os conteúdos de amigos para favorecer publicidade ou conteúdos pagos, assim como o facto de as pesquisas no motor de busca Google se terem tornado, segundo a associação, “pouco transparentes” e “mais densas em resultados patrocinados”.

A associação exemplifica ainda com os serviços de mobilidade que começam com “soluções ‘premium'” face à oferta do mercado tradicional e, depois, se tornam em sinónimo de “degradação do serviço” e com o facto de as plataformas de ‘streaming’ transformarem as assinaturas em “vitrinas de ‘upselling'”, com “catálogos fragmentados e ofertas adicionais pagas”.

Face a estas situações, a DECO refere que apresentou ao Governo um conjunto de preocupações sobre o impacto da diminuição da qualidade dos serviços digitais, para que se consiga travar este “ciclo de degradação”, e apela aos consumidores para não aceitarem estas situações e denunciarem os casos.

“Não se conformem. Se as empresas pioram o serviço, reduzem funcionalidades, impõem anúncios intrusivos ou dificultam a sua saída — não aceitem”, apela a DECO, acrescentando: “O direito à qualidade não é negociável”.

Últimas do País

Os prejuízos provocados pelo mau tempo, que afetou vias rodoviárias e colocou em risco de derrocada diversas zonas de taludes no concelho de Setúbal, “já totalizam 50 milhões de euros”, revelou hoje fonte oficial do município.
A Deco apelou hoje ao Estado para que proíba as empresas fornecedoras de serviços digitais de reduzirem a qualidade e de retirarem funcionalidades essenciais após a fidelização do consumidor, pedindo que estas situações sejam denunciadas.
A associação de gestão de resíduos Eletrão recolheu e enviou para reciclagem no ano passado 1.705 toneladas de pilhas e baterias usadas, um aumento de 25% relativamente a 2024, foi esta sexta-feira divulgado.
Portugal continental atingiu pela primeira vez os 90% de adesão ao serviço de abastecimento de água e de gestão de águas residuais e mantém a qualidade da "água da torneira", mas continua a desperdiçar demasiada.
A secretária-geral do Ministério da Saúde recusou hoje qualquer responsabilidade na falta de conhecimento do INEM relativamente às greves de 2024, lembrando que a informação chegou à Direção-Executiva do SNS e à Administração Central do Sistema de Saúde.
Os dez municípios abrangidos pelas seis barragens transmontanas concessionadas à Movhera anunciaram hoje que vão pedir nova audiência à Autoridade Tributária (AT) para saber o que é feito dos 335,2 milhões resultantes dos impostos devidos por esta transação.
A comissão de utentes da Fertagus vai apresentar uma queixa à Comissão Europeia contra o Estado português por permitir que os passageiros sejam diariamente transportados em condições “fora do padrão europeu” e com riscos para a saúde, foi hoje anunciado.
O Tribunal de Arcos de Valdevez decretou prisão preventiva a uma mulher de 42 anos, detida por suspeita de exercer violência psicológica e física contra o seu ex-companheiro de 43 anos, revelou hoje a GNR.
A Fábrica de Pólvora de Vale de Milhaços, no concelho do Seixal, é um dos sete locais patrimoniais mais ameaçados da Europa escolhidos pela principal rede europeia da sociedade civil dedicada ao património, a Europa Nostra.
A Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) indicou hoje calcular que os prejuízos causados pelo mau tempo nos quartéis ascendem a 6,6 milhões de euros e não incluem os danos em mais de 20 viaturas.