O homem suspeito de ter lançado um cocktail molotov contra a Marcha pela Vida, em Lisboa, encontra-se em prisão preventiva e está indiciado por crimes graves, incluindo infrações terroristas, incêndio e ofensas à integridade física.
Segundo avança o Diário de Notícias, o arguido, Nelson Vassalo, de 39 anos, é militante do Partido Socialista e tem como advogado de defesa Ricardo Sá Fernandes.
O ataque ocorreu junto à Assembleia da República, quando o suspeito arremessou um engenho incendiário na direção de um grupo de manifestantes que incluía famílias, crianças e bebés. Várias pessoas terão sido atingidas pelo combustível, num episódio que gerou forte reação pública.
De acordo com a Polícia Judiciária, foram encontrados na residência do suspeito elementos que indiciam um possível móbil ideológico, incluindo material considerado extremista.
O caso ganhou dimensão política após se tornar pública a filiação partidária do arguido, ocorrida em 2024.
A defesa está a cargo de Ricardo Sá Fernandes, advogado que esteve recentemente envolvido noutro processo mediático, no qual representou membros da comunidade cigana que contestaram cartazes do presidente do CHEGA, André Ventura.