Valorlis com acréscimo de 50% nos resíduos recebidos na região de Leiria na sequência do mau tempo

A Valorlis, empresa de valorização e tratamento de resíduos sólidos de seis concelhos da região de Leiria, registou um acréscimo de 50% de resíduos recebidos na sequência do mau tempo, anunciou a empresa.

© D.R.

Segundo informação enviada à agência Lusa pela empresa que atua nos concelhos da Batalha, Leiria, Marinha Grande, Ourém, Pombal e Porto de Mós, “o total de resíduos urbanos recebidos na Valorlis pós-tempestade ascendeu a cerca de 14.500 toneladas, representado um acréscimo de 50% face a igual período no ano anterior”.

Lembrando que a depressão Kristin, em 28 de janeiro, impactou fortemente as infraestruturas e resíduos recebidos, a empresa do grupo EGF recordou que o serviço de recolha seletiva “ficou suspenso logo após o temporal”, mas, ainda assim, no dia seguinte, foram “iniciadas as operações de reposição dos contentores na via pública, para deposição das embalagens”.

“Apesar de o estado de calamidade ter afetado inicialmente as operações, as quantidades de recicláveis recolhidos mantêm-se praticamente idênticas relativamente ao mesmo período do ano anterior”, com a empresa a registar, “nos últimos dias, uma tendência de crescimento dos níveis de reciclagem por parte da população”.

Porém, reiterou que, os “resíduos urbanos indiferenciados, fruto dos efeitos nefastos das tempestades, registaram um aumento de cerca de 50%” desde a depressão.

Quanto à recolha seletiva, “numa primeira fase, as equipas concentraram-se na relocalização de ecopontos, na sua reposição nos locais de origem e na avaliação de danos e necessidades de substituição”, explicou a Valorlis, destacando que “cerca de 800 contentores foram irremediavelmente impactados pela intempérie”.

“Numa segunda fase, foi reforçada a operação de recolha seletiva, com equipas adicionais, vários turnos e horários alargados, para responder ao aumento expressivo de resíduos recicláveis depositados nos ecopontos”.

Contudo, observou que este aumento extraordinário verificado no mês de fevereiro acarretou “níveis muito elevados de contaminação, resultante da colocação de resíduos indiferenciados nos ecopontos da recolha seletiva”.

“A incorreta utilização dos ecopontos por parte da população tem dificultado o processo de triagem das embalagens recicláveis, mas também as operações da recolha seletiva, com amontoados de resíduos deixados nas envolventes dos ecopontos e nas vias públicas”, alertou a empresa, frisando que “a correta separação dos resíduos nos ecopontos é fundamental para garantir a sua reciclagem”.

O serviço de recolha seletiva de papel/cartão, vidro e embalagens de plástico/metal encontra-se plenamente restabelecido.

Quanto à tipologia de resíduos, num primeiro momento a Valorlis notou a “deposição massiva de restos alimentares e resíduos de natureza diversa junto aos ecopontos, devido à falta de energia que obrigou muitas famílias a esvaziar e limpar congeladores e arcas”.

“Além disso, continua a verificar-se a deposição de resíduos de construção e demolição, assim como de resíduos volumosos”.

Não obstante os constrangimentos que enfrentou, “sem eletricidade, água e comunicações, e com recurso a geradores”, foram mobilizados “todos os meios disponíveis para mitigar o impacto no serviço prestado aos municípios e à população”.

A resposta foi assegurada com o esforço dos colaboradores, “muitos deles também severamente afetados nas suas habitações”, que “permitiram uma resposta rápida” face ao “crescimento e acumulação de resíduos na região”, a que acresceu o apoio de outras empresas do grupo.

À população, a empresa apelou para que separe corretamente os resíduos em casa e deposite os resíduos recicláveis nos ecopontos adequados, além de não deixar resíduos no chão.

Para resíduos volumosos, como móveis, eletrodomésticos, monos, restos de obras ou resíduos verdes, os cidadãos devem contactar os serviços municipais de ambiente ou a junta de freguesia, que garantem a recolha adequada.

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