Mau tempo: 30% da frota danificada da Rodoviária do Tejo já foi recuperada

Trinta por cento da frota da Rodoviária do Tejo, concessionária dos transportes públicos de passageiros na cidade e Região de Leiria, danificada devido ao mau tempo, já foi recuperada, disse hoje o administrador Paulo Carvalho.

© D.R.

Segundo Paulo Carvalho, na sequência da depressão Kristin, em 28 de janeiro, a Rodoviária do Tejo teve “62 viaturas danificadas”, estando neste momento “cerca de 30% recuperadas”.

No caso dos restantes veículos, “existe algum atraso no fornecimento de materiais, essencialmente vidros”, pelo que a empresa estima “mais 60 dias” até ter a totalidade reparada.

Para colmatar o problema dos autocarros afetados pelo mau tempo, o administrador explicou que a Rodoviária do Tejo recebeu “um apoio extraordinário das empresas parceiras, pertencentes ao Grupo Barraqueiro, que foi determinante para conseguir retomar a atividade normal”.

“Neste momento, ainda temos cerca de 25 viaturas de outras empresas a trabalhar em Leiria, cerca de 12 viaturas urbanas (Mobilis – Transportes Urbanos de Leiria) e 13 viaturas (no âmbito da concessão da Comunidade Intermunicipal da Região de Leiria) interurbanas”, referiu.

A Rodoviária do Lis II, empresa do grupo Rodoviária do Tejo, tem a concessão do serviço de transportes públicos na região.

Questionado sobre que outras implicações teve o mau tempo nas estruturas da Rodoviária do Tejo, Paulo Carvalho adiantou que a empresa ainda está “numa fase de diagnóstico” e, quanto aos prejuízos, ainda não tem o valor fechado, prosseguindo a recolha de dados.

No dia 29 de janeiro, um dia depois de a depressão Kristin ter atingido gravemente a Região de Leiria, Paulo Carvalho disse que cerca de 45 viaturas foram danificadas em Leiria, tendo o teto do terminal rodoviário da sede do distrito desabado.

Então, Paulo Carvalho explicou que durante a madrugada daquele dia estavam no terminal “cerca de 15 a 16 viaturas”.

“A estrutura cedeu completamente, abafou as viaturas. Nós temos isto completamente encerrado. Temos também cerca de 30 viaturas das nossas oficinas que também foram completamente dizimadas”, especificou, na ocasião.

Os restantes veículos danificados foram detetados fora de Leiria.

O serviço que era prestado no terminal rodoviário passou a ser feito no exterior do edifício, onde se processou a entrada e saída de passageiros até entrar em funcionamento, no dia 06 de fevereiro, um terminal rodoviário provisório criado pelo município, para servir a população que usa transportes públicos.

A estrutura temporária está instalada junto às piscinas municipais, perto do novo Terminal Intermodal de Leiria, atualmente em construção.

A Comunidade Intermunicipal da Região de Leiria integra os municípios de Alvaiázere, Ansião, Batalha, Castanheira de Pera, Figueiró dos Vinhos, Leiria, Marinha Grande, Pedrógão Grande, Pombal e Porto de Mós.

Pelo menos 19 pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que fizeram também várias centenas de feridos, desalojados e deslocados. Mais de metade das mortes foram registadas em trabalhos de recuperação.

Os temporais, que atingiram o território continental durante cerca de três semanas, provocaram a destruição total ou parcial de milhares de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias, com prejuízos de milhares de milhões de euros.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afetadas.

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