CHEGA quer usar dados biométricos para prevenir ataques terroristas em Portugal

O CHEGA apresentou no Parlamento uma proposta para alterar a lei da videovigilância, defendendo a possibilidade de utilização de dados biométricos como forma de reforçar a prevenção de atos terroristas em Portugal.

A iniciativa pretende modificar a legislação em vigor, permitindo que forças de segurança e a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil possam recorrer a sistemas mais avançados de análise de imagem e som, incluindo identificação biométrica, no combate ao terrorismo.

Segundo o partido liderado por André Ventura, a atual lei limita a eficácia da videovigilância, ao impedir o tratamento de dados biométricos, o que, na sua perspetiva, compromete a capacidade de antecipar e travar ameaças.

O CHEGA argumenta que, apesar de Portugal não ter sido alvo de atentados recentes, o nível de ameaça terrorista na Europa aumentou nos últimos anos, em particular devido a conflitos internacionais, imigração descontrolada e instabilidade em várias regiões.

No documento a que o Folha Nacional teve acesso, são apontados exemplos de ataques em cidades como Londres, Paris ou Berlim, onde o uso de sistemas de videovigilância terá sido determinante para identificar suspeitos e apoiar investigações.

Para o partido que lidera hoje a oposição em Portugal, a utilização de tecnologia mais avançada é essencial para que Portugal não fique “para trás” na prevenção do terrorismo, defendendo uma abordagem mais robusta e preventiva por parte do Estado português

A proposta prevê assim que, em determinados contextos e para fins específicos de segurança, seja autorizada a captação e tratamento de dados biométricos, mantendo-se o enquadramento legal e constitucional em vigor.

O projeto de lei será agora discutido na Assembleia da República.

Últimas do País

Vinte e duas buscas, 11 detenções e uma burla de 50 milhões de euros. Foi este o resultado de uma megaoperação da Polícia Judiciária que desmantelou uma alegada rede internacional de cibercrime.
O INEM registou em 2025 um aumento de 22,5% das ocorrências relacionadas com afogamentos e acidentes de mergulho com crianças e jovens e alertou que os mais novos devem estar sempre "sob vigilância ativa" nas zonas balneares.
André Ventura acusa o PSD de recuar na Lei da Nacionalidade e diz que a exclusão dos crimes de pedofilia dos casos de perda de nacionalidade é “inaceitável”. CHEGA avisa que não viabilizará a reconfirmação do diploma se o texto não for alterado.
Durante 18 meses, uma organização criminosa operou praticamente sem levantar suspeitas às portas da capital portuguesa. Oito homens são agora acusados de tráfico agravado de droga, associação criminosa e posse ilegal de armas.
O inspetor-geral de Finanças (IGF) afirmou hoje no parlamento que Portugal tem deficiências no controlo dos benefícios fiscais e pediu uma resposta estrutural a este problema.
O líder do CHEGA diz que os socialistas continuam a evitar o caso Sócrates e garante que o Estado não deve pagar “nem mais um cêntimo” ao antigo primeiro-ministro.
Investigação da Polícia Judiciária aponta para um esquema de falsas reformas por invalidez que terá envolvido três médicos. Mais de 180 pessoas perderam a prestação depois de terem sido consideradas aptas para trabalhar.
Vítima, de 52 anos, foi encontrada sem vida no interior de uma viatura estacionada. As causas da morte permanecem por apurar.
Quatro homens, entre os 20 e os 49 anos, foram detidos pela GNR por furto qualificado em explorações agrícolas, roubo na via pública e coação agravada, na localidade de Pias, concelho de Serpa, foi hoje revelado.
O comandante-geral cessante da Polícia Marítima, vice-almirante Nuno Chaves Ferreira, alertou que o narcotráfico está a mudar de estratégia e já utiliza as águas interiores portuguesas para transportar droga.