Greve dos enfermeiros na ULS da Arrábida com adesão de 70% nos hospitais

A greve de hoje dos enfermeiros da Unidade Local de Saúde (ULS) Arrábida, em Setúbal, teve uma adesão superior a 70% nos hospitais e obrigou ao encerramento de várias unidades de cuidados de saúde primários, revelou fonte sindical.

© D.R.

Segundo Zoraima Prado, dirigente do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP), a paralisação dos enfermeiros realizada hoje teve uma “adesão expressiva, com mais de 80% de adesão no Hospital do Outão e acima de 70% no Hospital de São Bernardo, em Setúbal”.

“A greve dos enfermeiros obrigou também ao encerramento de várias unidades de cuidados de saúde primários nos concelhos abrangidos pela ULS Arrábida [Palmela, Sesimbra e Setúbal]”, acrescentou.

A administração da ULS Arrábida informou, entretanto, que a adesão à greve dos enfermeiros nas diferentes unidades de saúde, foi, em termos globais, de 41 por cento.

A sindicalista, que falava à Lusa durante uma concentração de cerca de 40 enfermeiros à entrada do Hospital de São Bernardo, considerou que os números da adesão à greve demonstram o descontentamento dos enfermeiros, que exigem “soluções concretas” por parte do conselho de administração da ULS Arrábida, sobretudo relativamente ao “pagamento de trabalho extraordinário acumulado desde 2022 e aos retroativos das progressões na carreira”.

Segundo Zoraima Prado, o SEP solicitou uma reunião urgente com a administração da ULS Arrábida para discutir estas matérias, considerando que os enfermeiros continuam a ser alvo de discriminação no pagamento dos retroativos das progressões, uma vez que receberam apenas os valores devidos desde 2022, enquanto outros profissionais tiveram os retroativos contabilizados desde 2018.

De acordo com a sindicalista, a ULS da Arrábida já decidiu pagar esses montantes a alguns enfermeiros que recorreram aos tribunais, pelo que essa medida já deveria ter sido alargada a todos os profissionais da instituição.

“Tendo decidido para uns, consideramos que essa discriminação se agrava não só com outros trabalhadores, mas também com os próprios enfermeiros da instituição”, disse.

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