CHEGA corta água e luz a ocupações ilegais e ciganos protestam na Câmara do Entroncamento

A decisão da Câmara do Entroncamento, liderada pelo CHEGA, de cortar água e eletricidade a habitações municipais ocupadas ilegalmente desencadeou protestos de elementos da comunidade cigana junto aos Paços do Concelho. A autarquia garante que não recuará no combate às ocupações ilegais.

© CM Entroncamento

Um grupo de elementos da comunidade cigana concentrou-se junto aos Paços do Concelho do Entroncamento para contestar as medidas implementadas pelo executivo liderado por Nelson Cunha, presidente da Câmara Municipal eleito pelo CHEGA.

No centro da contestação estiveram os cortes de fornecimento de água e eletricidade efetuados pela autarquia em várias habitações municipais identificadas como estando a ser ocupadas de forma irregular e sem qualquer título legítimo de utilização.

De acordo com informações avançadas pelo jornal O Mirante, o protesto gerou momentos de tensão no interior das instalações municipais, tendo sido registados insultos, intimidações e alegadas ameaças dirigidas a uma funcionária da Câmara que se encontrava em exercício de funções.

A PSP foi chamada ao local, mas os participantes já tinham abandonado a área quando os agentes chegaram.

O episódio surge na sequência de uma operação promovida pela Câmara Municipal do Entroncamento, com o apoio da PSP e da Junta de Freguesia de Nossa Senhora de Fátima, destinada a identificar situações de ocupação indevida de habitação municipal e a repor a legalidade no acesso ao património habitacional público.

Recorde-se que Nelson Cunha (CH) tem assumido uma posição de firmeza relativamente às ocupações ilegais de casas municipais, defendendo que o município não pode permitir que património público seja utilizado à margem das regras, enquanto dezenas de famílias aguardam, pelos meios legalmente previstos, uma resposta habitacional.

O executivo municipal sustenta que as medidas adotadas têm como objetivo assegurar uma gestão rigorosa, transparente e equitativa do parque habitacional do concelho, garantindo que os apoios públicos são atribuídos a quem efetivamente reúne os critérios definidos para o seu acesso.

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