Portugal ganha 825 mil habitantes e população imigrante dispara para 1,6 milhões

Portugal ultrapassou os 11,4 milhões de habitantes, com a população estrangeira a mais do que duplicar. Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística, em apenas quatro anos, os imigrantes representam 14% dos residentes no país.

© MANUEL DE ALMEIDA / LUSA

Portugal continua a crescer em número de habitantes, mas a transformação demográfica do país está a ser impulsionada, sobretudo, pela imigração.

Os dados divulgados esta segunda-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) revelam que, em 31 de dezembro de 2025, residiam em Portugal 11.424.031 pessoas, mais 36.809 do que no ano anterior, o que representa um crescimento de 0,32%.

Contudo, é a evolução registada nos últimos quatro anos que mais se destaca. Entre 2021 e 2025, a população residente aumentou em 824.914 pessoas, um crescimento sem precedentes recentes e fortemente influenciado pelos fluxos migratórios registados após a pandemia.

Os anos de 2022, 2023 e 2024 concentraram os maiores aumentos populacionais, com acréscimos de 330.587, 274.643 e 182.875 habitantes, respetivamente.

Paralelamente, a população estrangeira residente em Portugal atingiu um novo máximo histórico. No final de 2025, viviam no país 1.597.539 cidadãos estrangeiros, o equivalente a 14% da população total.

Em apenas quatro anos, o número de residentes estrangeiros mais do que duplicou, registando um aumento de 849.384 pessoas. Em termos proporcionais, o peso da população estrangeira cresceu 6,9 pontos percentuais desde 2021.

Apesar do crescimento populacional, Portugal continua a enfrentar um dos seus maiores desafios estruturais: o envelhecimento da população.

Segundo o INE, o índice de envelhecimento atingiu os 188,8 idosos por cada 100 jovens, acima dos 178,3 registados em 2021. Isto significa que existem atualmente quase dois idosos por cada jovem residente no país.

Ainda assim, a idade mediana da população recuou ligeiramente, passando de 46,1 anos em 2021 para 45,8 anos em 2025, reflexo do reforço relativo da população em idade ativa.

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