Ex-ministro de Pedro Sánchez condenado a mais de 23 anos de prisão por corrupção

O ex-ministro dos Transportes de Espanha José Luis Ábalos foi hoje condenado a 23 anos e três meses de prisão por corrupção em contratos públicos para compra de máscaras na pandemia.

© Facebook de Pedro Sánchez Pérez-Castejón

Além de Ábalos, que integrou governos do atual chefe do Governo, Pedro Sánchez, foram julgados e condenados neste caso o antigo assessor do ex-ministro Koldo Garcia (19 anos e oito meses de prisão) e o empresário Victor de Aldama, que colaborou com a justiça e confessou os crimes (quatro anos e meio de prisão suspensa).

O Ministério Público espanhol tinha pedido, nas alegações finais no julgamento, em 04 de maio, 24 anos de prisão para José Luis Ábalos.

Antigo “braço direito” de Pedro Sánchez, o ex-ministro foi também dirigente do Partido Socialista Espanhol (PSOE).

José Luis Ábalos, Victor de Aldama e Koldo García foram julgados em Madrid acusados de suborno, tráfico de influências, desvio de dinheiro público, integração em organização criminosa, uso e aproveitamento de informação privilegiada, falsificação e prevaricação.

O Ministério Público argumentou que os três, aproveitando a posição que Ábalos e Koldo García tinham então no Governo e no PSOE, levaram organismos públicos e empresas públicas a comprar material sanitário durante a pandemia da covid-19 e obtiveram comissões ilegais.

Esta investigação originou outro processo mais alargado, ainda em curso, em que estão a ser investigadas suspeitas de corrupção na cúpula do PSOE, relacionadas com eventuais comissões na adjudicação de obras públicas.

Ábalos foi ministro entre 2018 e 2021 e, perante as suspeitas de corrupção, foi expulso do PSOE em 2024.

Foi um dos dirigentes do PSOE mais próximos de Sánchez, por fazer parte do núcleo duro que o acompanhou no percurso até à liderança do PSOE (em 2017) e do Governo (em 2018).

O primeiro-ministro e líder do PSOE reconheceu haver “indícios muito graves” de corrupção envolvendo antigos dirigentes do PSOE, pediu desculpa e perdão aos espanhóis e aos militantes da força política, mas tem reiterado que o partido é “uma organização limpa” e não há suspeitas de financiamento ilegal.

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