Menino autista fica sem terapias após denunciar alegada agressão no hospital

Um menino autista de seis anos ficou sem as terapias de que depende para o seu desenvolvimento depois de denunciar aos pais uma alegada agressão durante uma sessão. A família acusa o Hospital da Santa Casa da Misericórdia de Fafe de responder à denúncia com a suspensão do tratamento e prepara uma queixa-crime.

© D.R.

Um menino de seis anos, diagnosticado com perturbação do espetro do autismo, está há mais de uma semana sem terapias da fala e ocupacional, depois de ter relatado aos pais uma alegada agressão durante uma sessão no Hospital da Santa Casa da Misericórdia de Fafe.

A família contou ao Correio da Manhã (CM), a criança contou que teria sido agredida por uma terapeuta. Após os pais questionarem a unidade de saúde sobre o sucedido, as terapias foram suspensas, alegadamente por “falta de confiança”, sem que tivesse sido apresentada qualquer explicação formal.

O pai da criança afirma que o filho regressou da última sessão visivelmente perturbado e recusava voltar ao hospital. “Agarrou-se a mim a chorar e disse que não queria ficar. Contou que lhe bateram nas mãos e no rabo”, relata.

A família considera a decisão “inaceitável e incompreensível”, lembrando que o menino é acompanhado há quatro anos e que a interrupção das terapias poderá comprometer a sua evolução clínica.

Sem respostas formais por parte da instituição, relata o CM, os pais recorreram a um advogado, denunciaram a situação ao Ministério da Saúde e admitem avançar com uma queixa-crime junto do Ministério Público.

Contactado sobre o caso, o Hospital da Santa Casa da Misericórdia de Fafe afirma que a criança aguarda colocação com outra terapeuta da fala, dependendo essa solução da aceitação da respetiva profissional.

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