Incêndios: GNR já deteve mais de 130 pessoas por crime de incêndio

A GNR já deteve este ano 134 pessoas pelo crime de incêndio, anunciou a corporação, que reforçou o patrulhamento em todo o país face ao agravamento do perigo de incêndio rural, mantendo o dispositivo em prontidão.

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Em comunicado, a GNR refere que a maioria das detenções está associada a comportamentos desadequados no uso do fogo, nomeadamente o uso negligente.

Durante esta semana, o dispositivo da GNR vai focar-se no cumprimento das medidas de proteção e segurança em todo o território, numa semana em que quase todo o território vai estar em risco máximo, muito elevado ou elevado de incêndio.

A GNR recorda que, nestas condições, é proibido fumar, fazer lume ou fogueiras nos espaços florestais e agrícolas, realizar queimadas ou queimadas de sobrantes, lançar foguetes e balões de mecha acesa, fumigar desinfestar apiários, exceto se os fumigadores possuírem dispositivos de retenção de faúlhas, e circulares com tratores, máquinas e veículos de transporte pesados ​​que não possuíssem extintores e tapa-chamas nos tubos de fuga.

Desde o início do ano, a GNR já realizou 4.680 ações de sensibilização junto das questões ambientais e 8.549 sinalizações efetivas, prestando o aconselhamento necessário aos proprietários para mitigar riscos antes da chegada dos meses mais críticos de incêndios.

A atuação do dispositivo visa agora controlar o cumprimento das normas de segurança no terreno, reduzindo o risco de ignição rural e garantindo uma “resposta robusta” na prevenção, vigilância e deteção precoce de incêndios rurais e protegendo os ecossistemas e o património florestal nacional.

Apesar da total prontidão e capacidade de vigilância do dispositivo, a GNR alerta que o sucesso da prevenção depende do comportamento responsável de cada cidadão e do respeito pelas medidas de proteção em vigor.

Para o esclarecimento de dúvidas ou para a denúncia de infrações rurais e ambientais, a GNR recorda que os cidadãos têm à disposição a Linha SOS Ambiente e Território (808 200 520).

Mais de uma centena de concelhos do interior norte e centro estão hoje em perigo máximo de incêndio, bem como 10 concelhos dos distritos de Évora, Beja e Faro, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

O IPMA colocou ainda em risco muito elevado e elevado todo o território restante de Portugal continental, à exceção de 19 concelhos do litoral dos distritos de Leira, Lisboa, Coimbra, Aveiro e Porto, numa altura em que Portugal continental enfrentou uma onda de calor.

Por causa do tempo quente, o IPMA colocou os distritos de Bragança, Guarda, Castelo Branco e Portalegre sob aviso vermelho (o mais elevado) até às 23h00 de hoje, passando depois a laranja até às 09h00 de quarta-feira.

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