Ventura confronta ministro da educação: “parem de culpar os portugueses pelo vosso falhanço no ensino”

O presidente do CHEGA acusa o Governo de fugir às responsabilidades na crise dos exames nacionais e desafia o ministro da Educação a deixar de procurar culpados e a resolver os problemas do ensino.

© Folha Nacional

André Ventura acusou esta sexta-feira o Governo de estar a abandonar alunos, pais e professores numa das fases mais sensíveis do ano letivo, considerando que o Executivo tem sido incapaz de dar resposta à crise que afeta a realização dos exames nacionais.

Durante o debate parlamentar com o ministro da Educação, o presidente do CHEGA defendeu que, perante a instabilidade vivida nas escolas, cabia ao titular da pasta prestar esclarecimentos ao país. Em vez disso, acusou-o de procurar culpados externos e de se demitir das suas responsabilidades políticas.

“Estamos no meio de uma crise na Educação. Quem devia falar era o ministro da Educação”, afirmou André Ventura, criticando o que classificou como uma tentativa do Governo de fugir às suas responsabilidades.

O líder do CHEGA apontou ainda o dedo às declarações do ministro, que, segundo referiu, responsabilizou as famílias por marcarem férias em plena época de exames. Para Ventura, essa posição revela um Executivo mais preocupado em encontrar justificações do que em resolver os problemas.

“Atirou a culpa para toda a gente, menos para si próprio”, afirmou, acrescentando que “um Governo que passa a culpa de uns para os outros, mas não percebe que quem governa tem a responsabilidade de dar resposta à comunidade escolar, está a falhar nas duas funções”.

Na mesma intervenção, André Ventura acusou o Executivo de ter lançado “pais e alunos para o caos”, defendendo que o momento exige soluções concretas e não uma troca de responsabilidades entre membros do Governo.

“Resolva os problemas. Fique aí a resolver os problemas”, desafiou o presidente do CHEGA, numa crítica direta à atuação do ministro da Educação perante a crise que marcou o período de exames nacionais.

Últimas do País

Partido denuncia que autarquia financia ações de sensibilização para a deficiência, mas rejeitou um plano para eliminar barreiras arquitetónicas nos estabelecimentos de ensino.
O partido liderado por André Ventura recebeu queixas de encarregados de educação, esta manhã, porque as notas dos exames não estavam disponíveis à hora prevista.
Dezassete concelhos dos distritos de Bragança, Castelo Branco, Santarém, Portalegre e Faro estão esta sexta-feira em perigo máximo de incêndio rural, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
O presidente do CHEGA acusa o Governo de fugir às responsabilidades na crise dos exames nacionais e desafia o ministro da Educação a deixar de procurar culpados e a resolver os problemas do ensino.
Madeiras retiradas de uma linha ferroviária desmantelada terão sido oferecidas ao então diretor da PJ durante um almoço institucional pela empresa pública REFER. O material acabou por ser utilizado na construção de uma mesa e dois bancos numa propriedade do atual ministro da Administração Interna, em Odemira.
Um homem morreu e outro ficou gravemente ferido na sequência de uma agressão com uma barra de ferro, ocorrida hoje na freguesia lisboeta de Alcântara, disse à agência Lusa fonte do Comando Metropolitano de Lisboa (Cometlis) da PSP.
Operação em Sintra revelou dezenas de imigrantes a viver em condições ilegais. A Polícia de Segurança Pública (PSP) suspeita de arrendamento clandestino, evasão fiscal e graves violações das regras de segurança.
A Polícia Judiciária (PJ) deteve um homem de 51 anos pela presumível autoria de dois incêndios florestais ocorridos nos dias 03 e 05 de julho, na freguesia de Tamel Santa Leocádia, em Barcelos, revelou hoje aquela força.
Um homem de 29 anos foi detido por suspeita de integrar um grupo que em 2024, em Melgaço e Tondela, furtou dinheiro em caixas multibanco com recurso a explosão, revelou hoje a Polícia Judiciária (PJ).
O Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar (STEPH) acusou hoje o Presidente da República de ser "cúmplice das consequências" que a nova lei orgânica do INEM pode provocar e apelou aos deputados para que revoguem o diploma.