PJ apreende 197 quilos de cocaína escondidos em casco de navio

A Polícia Judiciária (PJ) apreendeu no sábado 197 quilos de cocaína dissimulados no casco de um navio comercial que chegou a um porto português, através de um processo conhecido como “caixas de mar” ('Sea Chest'), foi hoje divulgado.

© Facebook da PJ

Fonte da PJ explicou à agência Lusa que o porto português onde a Unidade Nacional de Combate ao Tráfico de Estupefacientes (UNCTE) localizou e apreendeu a cocaína não foi identificado, bem como o de origem, por a investigação ainda estar em curso.

A Judiciária acrescenta que a investigação, denominada ‘Operação Coragem’, começou nos últimos dias, no âmbito da cooperação policial internacional.

O esquema de ‘Sea Chest’ consiste na colagem, por mergulhadores, ao casco dos navios de uma espécie de bolsas em fibra de vidro, que depois são retiradas da mesma forma em portos onde atracam.

A PJ acrescenta que, perante os indícios recolhidos, foram desenvolvidas diversas investigações para recolher provas e parar a atividade ilícita que estava a decorrer, tendo sido necessário, para o efeito, recorrer ao Grupo de Mergulho Forense da Polícia Marítima.

A Judiciária destaca que este modo de operação “já é bem conhecido e tem vindo a ser crescentemente utilizado por distintas organizações criminosas que pretendem assegurar o anonimato dos seus integrantes e garantir uma maior segurança no transporte da droga, tentando, dessa forma, evitar as fiscalizações em porto”.

A retirada do produto estupefaciente por parte das organizações criminosas concretiza-se através da utilização de mergulhadores que procedem à abertura das grelhas externas do ‘Sea Chest’ para aceder às bolsas impermeáveis que transportam a cocaína.

Este é um método de ocultação que garante a travessia do Oceano Atlântico sem o conhecimento ou envolvimento das tripulações em virtude de a droga se encontrar debaixo de água.

Não foram ainda feitas detenções no âmbito da ‘Operação Coragem’ e as investigações prosseguem para apurar os contornos da rede criminosa.

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