Estado fica com mais de 42% do custo salarial: impostos esmagam salários dos portugueses

Um trabalhador com salário médio custa 27.953 euros por ano à empresa, mas leva para casa apenas 16.184 euros. Pelo caminho, ficam 11.769 euros em impostos e contribuições.

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A carga fiscal e contributiva sobre os salários ultrapassa os 42% em Portugal, deixando uma diferença expressiva entre aquilo que uma empresa paga por um trabalhador e o valor que este efetivamente leva para casa.

Os números ajudam a medir o peso da fatura. No caso de um trabalhador solteiro, sem filhos e com um salário médio, um custo anual de 27.953 euros para a entidade empregadora traduz-se numa remuneração bruta de 22.588 euros.

Depois de descontados os impostos e as contribuições a cargo do trabalhador, o rendimento líquido anual cai para 16.184 euros.

Feitas as contas, entre o custo total suportado pela empresa e o dinheiro que chega efetivamente ao bolso do trabalhador ficam pelo caminho 11.769 euros em impostos e contribuições.

Segundo o Correio da Manhã, a análise da carga fiscal sobre o trabalho, que inclui também os encargos suportados pela entidade empregadora, coloca Portugal na 22.ª posição entre os países da União Europeia.

O peso da fiscalidade é também ilustrado pelo chamado “dia da libertação fiscal”, uma data simbólica que assinala o momento do ano a partir do qual os rendimentos gerados deixam, teoricamente, de servir para pagar impostos e contribuições.

Em Portugal, esse dia chegou apenas a 3 de junho. Ou seja, nesta representação, foram necessários mais de cinco meses de trabalho para suportar a carga fiscal e contributiva correspondente ao ano.

A diferença final é reveladora: por cada 27.953 euros que o trabalho custa à entidade empregadora, apenas 16.184 euros chegam efetivamente ao trabalhador.

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