Não foi por falta de aviso. Ao longo dos últimos anos, os deputados do Chega, as concelhias, incluindo a da Trofa, e as estruturas distritais e nacionais têm denunciado sistematicamente o descontrolo e o consequente aumento da criminalidade. Fomos frequentemente acusados de alarmismo. Hoje, aquilo para o qual alertámos incansavelmente bateu à nossa porta. Aconteceu connosco. A recusa sistemática do sistema em ouvir os nossos alertas resultou na dura realidade que agora enfrentamos nas nossas próprias ruas.
Perante este cenário, a inação do atual executivo da Câmara Municipal da Trofa é gritante. A falta de firmeza e a ausência de uma demarcação clara face aos problemas de ordem pública são inaceitáveis. A tentativa de gerir o concelho com políticas de apaziguamento e uma visão de esquerda focada num falso bem-estar social falhou redondamente. Quando o poder local se demite da sua responsabilidade primária, que é pugnar pela tranquilidade dos seus munícipes, deixa a população desprotegida. Se o executivo não assume o seu papel com coragem, será o povo a vincar o seu posicionamento.
A par da inércia política local, deparamo-nos com a falência do sistema judiciário. A brandura e a ineficácia da justiça portuguesa alimentam um perigoso sentimento de impunidade. Um Estado de Direito não pode ser tolerante com quem comete crimes e desrespeita sistematicamente a lei. A ineficácia do sistema permite que os infratores voltem rapidamente ao convívio em sociedade, colocando em risco as nossas famílias. Exige-se uma justiça célere e implacável para quem perturba a paz pública.
O tempo das tolerâncias desmedidas e das políticas complacentes de integração chegou ao fim. O fechar de olhos perante atitudes e comportamentos que violam a nossa matriz cultural e as nossas regras tem de acabar definitivamente. A posição é inabalável: o acolhimento exige integração absoluta e cumprimento rigoroso da lei. Quem escolhe o nosso concelho e o nosso país para viver tem a obrigação estrita de respeitar as nossas normas. Ou se adaptam integralmente à nossa sociedade, ou reemigram.
A Trofa exige ordem, segurança e respeito. Não aceitaremos menos do que isso.