A praia de Benítez, em Ceuta, está a transformar-se num novo acampamento improvisado. Segundo fontes da Polícia Nacional citadas pelo jornal espanhol La Gaceta, cerca de 700 migrantes estarão já instalados no areal e nas zonas rochosas junto à dessalinizadora da cidade.
O que começou por ser um conjunto de abrigos precários terá rapidamente ganho dimensão. Canas, cartões, tecidos e lonas são utilizados para erguer estruturas improvisadas, enquanto os chuveiros públicos da praia servem as necessidades de quem ali permanece. Segundo a publicação espanhola, a chegada constante de novos materiais revela que o acampamento continua a expandir-se.
O crescimento do aglomerado está a aumentar a preocupação entre os moradores das imediações. Residentes ouvidos pelo jornal relatam discussões frequentes, confrontos entre ocupantes e ruído que se prolonga pela madrugada, receando que o acampamento avance para as zonas da praia que permanecem desocupadas.
O acampamento encontra-se junto à dessalinizadora de Ceuta, uma infraestrutura essencial para o abastecimento de água potável da cidade. Os moradores alertam também para a acumulação de resíduos e reclamam uma intervenção urgente das autoridades para travar a expansão.
Segundo La Gaceta, aquele acampamento foi crescendo até concentrar mais de cinco mil pessoas. Agora, os moradores temem que Benítez siga o mesmo caminho e que o conjunto formado pelos dois acampamentos e pelas praias adjacentes possa aproximar-se das seis mil pessoas.