André Ventura acusou esta terça-feira os “partidos do sistema” de estarem a proteger o ministro da Administração Interna Luís Neves e de procurarem lançar suspeitas sobre o próprio CHEGA.
“Há três semanas colocámos o pedido. Houve uma deliberação do presidente da Assembleia da República, o CHEGA respondeu e ainda não há decisão”, afirmou Ventura, criticando a demora na constituição da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) à gestão de Luís Neves na Polícia Judiciária.
Para o líder do CHEGA, não existe qualquer justificação para que o processo continue parado. “Não vejo nenhum motivo para não ser aprovado, apenas a tentativa de atrasar o processo”, disparou, defendendo que o escrutínio parlamentar se tornou necessário perante aquilo que considera ser uma falta de transparência por parte do antigo diretor nacional da PJ.
À margem de uma visita a Loures, Ventura pronunciou-se também sobre a investigação aos vários episódios que têm envolvido estruturas do partido, recordando a invasão do seu gabinete na Assembleia da República, as ameaças deixadas em instalações do CHEGA e os sucessivos incêndios na sede partidária em Évora. O presidente do segundo maior partido garantiu total disponibilidade para colaborar com as autoridades, seja presencialmente ou por escrito, e insistiu na necessidade de apurar “quais são as forças por trás do que está a acontecer”.
Ventura criticou ainda o PSD e o Livre pela forma como têm abordado o caso. “Se o PSD e o Livre querem levar isto para a palhaçada, é com eles”, afirmou, antes de lançar um aviso: “Hoje, o alvo é o CHEGA; amanhã, podem ser jornais e edifícios civis.”