-feira, o ministro do Interior, Tony Burke, tinha anunciado restrições aos vistos de estudante e de férias-trabalho, afirmando querer demonstrar que o Governo “controla” a imigração.
Burke indicou, nomeadamente, que serão criadas 250 novas vagas em centros de detenção e recrutados mais 100 agentes para sancionar pessoas que permaneçam no país para além do período autorizado pelos seus vistos.
O ministro adjunto dos Negócios Estrangeiros, Matt Thistlethwaite, precisou hoje que os titulares de simples vistos de turismo também poderão ser colocados em detenção caso excedam o prazo de permanência autorizado.
“Consideramos que esta medida dissuasora garantirá, evidentemente, que as pessoas respeitem as condições” da sua estadia na Austrália, declarou à emissora News24.
A medida foi criticada pelo Conselho Australiano da Indústria do Turismo, que representa milhares de profissionais do setor. A diretora da organização, Erin McLeod, afirmou recear pelo impacto na imagem do país.
A responsável advertiu, em declarações à agência France-Presse, que a detenção de turistas poderá “tornar-se verdadeiramente prejudicial”, uma vez que o turismo representa uma componente importante da economia australiana.
Organizações de defesa dos direitos humanos manifestaram igualmente preocupação, com Rebecca Eckard, do Conselho Australiano para os Refugiados, a considerar ilegal a vertente “punitiva” da medida e a alertar para insuficiências no acesso a cuidados de saúde nos centros de detenção.
Segundo as autoridades, existem atualmente cerca de 77.000 pessoas a permanecer na Austrália apesar de os seus vistos, de todas as categorias, terem expirado.
O Governo trabalhista pretende reduzir o saldo migratório anual para 225.000 pessoas, face às atuais 292.000, neste país com cerca de 28 milhões de habitantes.
“A temperatura máxima deverá atingir valores acima de 30 graus na generalidade do território do continente, aproximando-se de 38 graus em alguns locais, nomeadamente do Alentejo e Vale do Tejo”, prevê o IPMA.
A temperatura mínima, acrescenta o instituto, “também registará uma pequena subida, não descendo de 20 graus em alguns locais do Alto Alentejo, Beira Baixa, Vale do Tejo e sotavento algarvio”.
De acordo com o IPMA, este episódio de tempo quente “será caracterizado essencialmente” pela sua duração, “com elevada probabilidade de vir a configurar uma onda de calor em grande parte do território”.
“Apesar dos valores previstos da temperatura máxima serem menos elevados que os registados em alguns episódios neste verão, serão substancialmente superiores aos valores médios para a segunda quinzena de setembro”, aponta.
O instituto refere que se considera “uma onda de calor quando, num período de seis dias consecutivos, a temperatura máxima do ar é superior em 5° C ao valor médio das temperaturas máximas diárias, para um determinado período de referência”.