“Os agricultores estão asfixiados”: Ventura exige descida dos impostos nos combustíveis

O Presidente do CHEGA alerta para o peso dos combustíveis no setor agrícola e acusa PS e PSD de incoerência na discussão sobre a redução dos impostos.

© Folha Nacional

O aumento do preço dos combustíveis toca a todos os setores, com os agricultores na primeira linha.

Numa visita à Associação dos Agricultores do Ribatejo, esta terça-feira, o presidente do CHEGA alertou para o impacto do aumento dos custos no setor agrícola e classificou como “dramática” a situação vivida no país.

“Não nos podemos esquecer da dimensão da agricultura”, afirmou Ventura, defendendo que o preço dos combustíveis se tornou insustentável para quem produz. “Não podemos esquecer este setor. Também aqui é preciso fazermos mais.”

O líder do CHEGA voltou a defender uma redução da fiscalidade sobre os combustíveis. “Não estamos a pedir nenhum apoio. Estamos a dizer: baixem as cargas fiscais sobre os combustíveis”, declarou.

Ventura acusou o PS e o PSD de incoerência nas posições assumidas sobre a tributação dos combustíveis e apontou particularmente ao PSD, recordando que os sociais-democratas defenderam anteriormente medidas para aliviar o preço pago pelos consumidores.

“Se isto não é falsidade, é hipocrisia”, afirmou.

O presidente do CHEGA acusou ainda PS e PSD de terem estabelecido um “acordo de não agressão” e classificou como “pura politiquice” um eventual chumbo das propostas destinadas a reduzir a carga fiscal sobre os combustíveis.

“Se os portugueses concluírem que nada mudou, passam um atestado de incompetência ao Parlamento”, avisou.

Fragatas? “O CHEGA não cede a ameaças”

À margem do tema dos combustíveis, Ventura voltou à polémica das fragatas e às explicações exigidas ao Ministério da Defesa.

“O ministro da Defesa tem de perceber que o CHEGA não cede a ameaças”, declarou, insistindo que cabe ao seu partido escrutinar a atuação do Governo.

“Estou consciente de que o meu trabalho é escrutinar”, concluiu.

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