No total, são mais 11.951 milhões de euros em empréstimos para a habitação que um ano antes e mais 1.038 milhões de euros que em julho, segundo os dados do regulador.
A taxa de variação anual verificada neste tipo de empréstimos foi superior à registada para o montante total de empréstimos concedidos a particulares, que registou uma variação anual de 10,8% (10,6% em julho), chegando aos 154.894 milhões de euros.
Para consumo e outros fins, o valor no final de agosto totalizava 35.833 milhões de euros, numa subida em cadeia de 334 milhões de euros e uma taxa de variação anual de 9,8% (acima dos 9,3% de julho).
Já entre as empresas, o ‘stock’ de empréstimos somava 77.364 milhões de euros, numa descida de 621 milhões de euros face a julho e uma taxa de variação anual de 5,8%, abaixo dos 6,2% no mês anterior.
De acordo com o BdP, os empréstimos desaceleraram face a julho nas microempresas, nas pequenas empresas e nas grandes empresas, que tiveram desacelerações respetivas de 12,5% para 11,8%, de 7,4% para 6,5% e de 0,8% para 0,2%.
Já nas médias empresas, a taxa de variação anual passou de 2,5% em julho para 2,8% em agosto.
O BdP assinala que os empréstimos ao setor da construção e atividades imobiliárias cresceram, em termos anuais, 11,2%, numa desaceleração de 0,8 pontos percentuais face a julho.
O banco central indica ainda que nos setores do comércio, transportes e alojamento a taxa de variação anual desceu para 4,5%, contra 5,0% no mês anterior, em parte devido às desacelerações nos setores do alojamento e restauração (de 5,3% para 5,0%) e do comércio (de 6,7% para 5,6%).
Já o crédito ao setor dos transportes e armazenagem teve, pela primeira vez desde novembro de 2021, uma taxa de variação anual positiva, no valor de 0,1%.
Já o setor das indústrias e eletricidade apresentou uma taxa de variação anual de 1,5%, depois dos 2,3% em julho.
Quanto aos depósitos, o ‘stock’ de particulares em agosto desceu 2.599 milhões de euros face a julho e chegou a 204.182 milhões de euros, atingindo uma taxa de variação anual de 3,7% (inferior aos 4,5% de julho).
Para a descida em cadeia contribuiu, principalmente, a diminuição de 2.252 milhões de euros nas responsabilidades à vista, enquanto os depósitos a prazo tiveram uma redução de 347 milhões de euros.
Em sentido inverso, o ‘stock’ das empresas nos bancos residentes subiu 2.863 milhões de euros em cadeia, para 81.393 milhões de euros, mantendo-se a taxa de variação anual em 11,5%.