Entrou em Portugal com um pedido de asilo, instalou-se no país e criou uma empresa que, segundo ficou provado em tribunal, servia de fachada a um negócio bem diferente daquele que aparentava: a importação de grandes quantidades de cocaína.
Sandy Mercedes, de 53 anos, antigo oficial das Forças Armadas da República Dominicana, montou em Águeda uma estrutura empresarial utilizada para receber carregamentos provenientes da América Central, revela o Jornal de Notícias. A droga atravessava o Atlântico escondida em paletes de madeira que transportavam caixas de fruta e produtos agrícolas, entre os quais ananases, abóboras e papaias.
Por detrás das mercadorias aparentemente inofensivas escondia-se um esquema destinado a introduzir cocaína em Portugal, através de carregamentos provenientes do Panamá e da Costa Rica.
A operação acabou por ser travada pela Polícia Judiciária (PJ). Sandy Mercedes foi detido em flagrante em junho de 2024 e condenado, este mês, pelo Tribunal de Setúbal a oito anos e seis meses de prisão.
No banco dos réus sentaram-se também três compatriotas (Marcial Cabrera, Pedro Lopez e Fidel Bautista) que integravam o mesmo grupo criminoso dedicado à importação de grandes quantidades de droga.
Os três foram igualmente considerados culpados, tendo o tribunal condenado cada um a oito anos de prisão.