Os cerca de quatro milhões de euros gastos pelo Estado português no tratamento das gémeas luso-brasileiras no Hospital de Santa Maria ficaram fora das responsabilidades financeiras reclamadas na acusação do Ministério Público.
Segundo o Correio da Manhã, as procuradoras não sustentam que o medicamento não devesse ter sido administrado às crianças e também não acusam Daniela Martins de ter enganado o Estado para conseguir o tratamento das filhas.
A acusação concentra-se antes nos procedimentos que permitiram acelerar o acesso das crianças aos cuidados de saúde, no âmbito das suspeitas de favorecimento que marcaram o processo.
Também não foi deduzido um pedido de indemnização civil para recuperar os cerca de quatro milhões de euros gastos pelo Estado.