Governo reforça participação na REN, mas deixa por revelar a fatura final: investimento pode chegar aos 537 milhões de euros

O Estado reforçou a sua participação na REN com a aquisição de mais 5,3% do capital à Fidelidade. A operação eleva a posição estatal para cerca de 19%, num investimento global que poderá atingir os 537 milhões de euros, segundo cálculos do jornal ECO.

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O Governo avançou com uma nova aquisição de ações da REN, reforçando a presença do Estado numa das principais empresas do setor energético português. Através da Parpública, foi celebrado um acordo com a Fidelidade para a compra de 5,32% do capital da empresa, elevando a participação estatal para aproximadamente 19%.

Segundo avança o jornal ECO, o investimento total nas duas operações poderá ascender a 537 milhões de euros, embora o Executivo não tenha divulgado o montante pago pela participação agora adquirida à seguradora.

Esta aquisição surge depois de o Estado ter comprado 13,7% da REN à Pontegadea Inversiones, sociedade de investimento de Amancio Ortega, fundador do grupo proprietário da Zara. Nesse primeiro negócio, o Estado desembolsou 389,8 milhões de euros, conforme documentação remetida ao Tribunal de Contas.

A nova operação, que envolve a transmissão de cerca de 35,5 milhões de ações, ainda depende do visto do Tribunal de Contas.

Apesar de o processo não estar totalmente concluído, o Ministério das Finanças considera alcançado o objetivo político de reforçar a presença pública na empresa, inicialmente fixado na aquisição de até 20% do capital.

Com uma participação próxima dos 19%, o Estado consolida a posição de segundo maior acionista da REN, atrás da chinesa State Grid Corporation of China, que detém 25%.

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