BPN deixou dívida que dava para financiar universidades e ainda sobrava dinheiro

Quase cinco mil milhões de euros continuam por recuperar. Montante cobriria o orçamento anual do Ensino Superior, Ciência e Inovação e grande parte das despesas do Ministério da Economia.

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O Banco Português de Negócios (BPN) foi nacionalizado em 2008, mas a pesada herança financeira continua longe de estar resolvida. Quase duas décadas depois, permanecem por recuperar 4.947 milhões de euros, um montante superior ao orçamento anual destinado ao Ensino Superior, Ciência e Inovação, avança o Jornal de Notícias.

Segundo os dados inscritos na proposta de Orçamento do Estado para 2027, consultados pelo jornal, a dívida está associada à Parvalorem, sociedade criada para gerir parte dos ativos e responsabilidades do antigo banco.

A dimensão do valor em dívida permitiria, numa comparação orçamental, financiar um ano inteiro do Ensino Superior, Ciência e Inovação e ainda cobrir grande parte das despesas previstas para o Ministério da Economia.

A Parvalorem integra o grupo das três entidades que concentram a maior parte dos empréstimos concedidos pelo Estado, juntamente com a Infraestruturas de Portugal e o Metropolitano de Lisboa.

Quase 20 anos depois da queda do BPN, a dívida de cerca de cinco mil milhões de euros permanece nas contas públicas, sem que esteja totalmente recuperado o dinheiro associado à nacionalização do banco.

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