Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como ‘Lulinha’, filho do Presidente brasileiro, está no centro de uma polémica que envolve a construtora portuguesa Mota-Engil e contratos milionários no Brasil.
Em declarações à CNN Brasil, citadas pelo jornal Expresso, a empresária e lobista Roberta Luchsinger, investigada pela Polícia Federal por suspeitas relacionadas com tráfico de influências, acusou o filho de Lula da Silva de ter facilitado negócios da Empresa Construtora Brasil (ECB), detida pelo grupo português.
Segundo Luchsinger, o presidente da construtora, Amauri Rodrigues Pinha, é vizinho de ‘Lulinha’, uma proximidade que a empresária associa a alegadas diligências junto de entidades públicas brasileiras. A ECB terá acumulado contratos no valor de dois mil milhões de reais, cerca de 350 milhões de euros, desde que Pinha assumiu a presidência da empresa.
A empresária exige o escrutínio dos contratos celebrados pela construtora e dos contactos institucionais do seu presidente, alegando que este teve acesso ao Palácio do Planalto, ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes e à petrolífera estatal Petrobras.
Mota-Engil detém construtora com negócios milionários
Fundada em 1945, a Empresa Construtora Brasil desenvolve atividade nas áreas das infraestruturas rodoviárias e ferroviárias, construção industrial e obras públicas.
A portuguesa Mota-Engil adquiriu 50% da empresa em 2012, passando a deter a totalidade do capital em 2025. Nesse mesmo ano, a ECB celebrou um contrato com a Petrobras para a realização de intervenções na Refinaria Duque de Caxias, no Rio de Janeiro.
Contactada pela CNN Brasil, a Mota-Engil não respondeu aos pedidos de esclarecimento, revela o mesmo jornal.