As empresas privadas responsáveis pelo transporte de doentes não urgentes admitem suspender a atividade devido ao aumento dos custos dos combustíveis e à ausência de apoios governamentais, colocando em causa as deslocações de milhares de utentes a tratamentos e consultas hospitalares.
Segundo avança o Correio da Manhã, citando o Público, as transportadoras contestam a exclusão dos apoios extraordinários atribuídos a outros setores e afirmam que as sucessivas tentativas de diálogo com o Governo não tiveram resposta.
Álvaro Gil, presidente da Liga Portuguesa de Ambulâncias, denuncia a ausência de contactos por parte do Executivo, referindo que apenas o gabinete da Presidência da República recebeu os representantes do setor.
As empresas alertam ainda para o facto de continuarem sujeitas a preços de transporte definidos em 2023, apesar do aumento dos encargos com combustíveis, manutenção das viaturas e materiais essenciais, como o oxigénio.
Em 2025, foram realizados mais de quatro milhões de transportes de doentes não urgentes no âmbito do Serviço Nacional de Saúde (SNS), cerca de metade assegurados por operadores privados.