15 Junho, 2024

Este país não é para novos!

Caros leitores, esta semana gostava de vos deixar dois apontamentos, um de ordem factual e um de ordem cultural.
Esta semana, mais uma vez ficou marcada pelas greves distritais de pessoal docente e não docente, que nos fez lembrar os outrora gloriosos dias do sindicalismo da CGTP e da agitação social do PCP.
Mais uma semana de agitação social em todo o país, não apenas através de manifestações de professores, como dos trabalhadores do Arsenal do Alfeite, entre muitos outros, sempre bem conduzidos por deputados da Nação, como Paula Santos e Bruno Dias do PCP, ou Catarina Martins e Joana Mortágua do BE, e os responsáveis do costume, a intersindical e seus apêndices e a nova geração, o S.TO.P.
Pois é! Quem os vê hoje a utilizarem o descontentamento generalizado e as convulsões sociais, como nos velhos tempos da ‘troika’, usando o ‘populismo’ para atingirem o governo de António Costa, parecendo uns inocentes nesta Dialética que faz lembrar as lutas de classes de Marxs e Engels. Só que não, como diria André Ventura.
Foram estes partidos que, desde 2015, caminharam ao lado do PS com a sua ‘geringonça’, revertendo pseudo-reformas que desviaram a economia nacional de um crescimento baseado na produção nacional e nas exportações, para mais um ciclo de dívida, baseado no consumo.
Após aprovarem vários orçamentos de estado do PS, que, como por magia, atingiam ‘superavit’ de ilusão, através de cativações que fizeram recuar a qualidade e as condições dos serviços públicos, para tempos pós-revolução de Abril, quando imperava a lei da ‘bandalheira’.
Como outrora Margaret Thatcher disse, e disse bem, o ‘socialismo só existe, enquanto existir dinheiro’. Esta semana, vimos também o ministro João Costa, que tentou passar mais um experimentalismo de esquerda, ao querer acabar com os exames nacionais, decepando a única ferramenta que o ministério terá hoje, para poder avaliar de forma coerente as aprendizagens dos alunos.
O Sr. Ministro da educação é mais um governante que não tem qualquer condição de continuar em funções, não apenas devido ao seu ‘autismo’ político de afastamento da realidade, como devido à sua arrogância ideológica, com a qual faz ‘finca pé’ e tenta impor a professores e a alunos, um modelo de escola pública que só existe na sua cabeça.
Um ministro que eleva o experimentalismo social a padrões nunca vistos em Portugal, nomeadamente com a insistência na ideologia de género, cujo máximo expoente é a polémica das casas de banho ‘híbridas’.
O combate que hoje, os homens e mulheres de direita travam, não é apenas contra este ‘polvo’ socialista que nos estrangula em impostos, que mata quem produz, quem trabalha. É também um combate ideológico, contra estes moralistas de uma esquerda universalista, que à força tenta impor um modelo de sociedade que destrói a família e isola o indivíduo, atribuindo-lhe mil e uma identidades e géneros. Quanto mais este indivíduo esteja desprovido dos seus (família e amigos), mais facilmente será manipulado e controlado.
Por fim, gostaria de deixar um apontamento cultural. Esta semana foi lançado um livro esquecido pelo tempo e pela memória, o ‘valor da raça’ de António Sardinha. Sardinha, foi um intelectual que apesar de ter partido com menos de quarenta anos, deixou-nos uma vasta obra. Fundador do ‘Integralismo Lusitano’, que foi um movimento intelectual marcadamente monárquico e católico, que apareceu depois da revolução de 1910, como uma resposta ao espírito antipatriótico e anti-clerical da Iª república.
Morreu precocemente em 1925, não assistindo ao golpe de maio de 1928 que colocou um fim à Iª república e iniciou a chamada ditadura militar.
Como espírito indomável, seria certamente mais um dos intelectuais perseguidos ou obrigados a integrar a União Nacional com o advento do Estado Novo.
Vale a pena visitar a obra deste intelectual português, sem nunca nos distanciarmos da sua época e da envolvente histórica de um Portugal de início do século passado. Um Sardinha, monárquico, profundamente católico e um patriota que sonhava mais além.
Um grande Bem Haja, e boas leituras.

Nuno Valente
Diretor do Folha Nacional

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