24 Maio, 2024

CARTA DE LONDRES…

Tenho vindo a observar, nos últimos tempos, uma tendência da Imprensa, globalmente e muito pouco disfarçada, no sentido de tentar condicionar e divulgar uma versão enviesada de certos e determinados acontecimentos. 

No sentido da oficialização de um discurso proto politicamente correcto, mas que não deixa de ser tendencioso, enviesado e acima de tudo parcial. A lembrar a época, nefasta, da “propaganda”. Os tempos idos do PREC. E da “cumprativa”…E do “MFA”…

À Imprensa compete informar e não deformar.

Essa é e terá que continuar a ser, a pegada dos Media.

A sua matriz.

Informar!

Parcializar, enviesar, em síntese, reescrever, passa a ser emitir um juizo, uma opinião, obviamente legítima, em Democracia e Liberdade, mas que não pode prostituir-se mascarando a parcialidade com a parangona, falsa, de informação.

Isso não é informar…é opinar.

Até porque os profissionais da Imprensa são pessoas. 

Com os seus contactos em rede. 

Com amigos e amigas em outros orgãos de informação.

Que já foram estagiários, precários, que fizeram tarimba, tendo alguns conseguido ficar efectivos. 

E esse é o problema. 

A intenção com que uma determinada esquerda e, principalmente, extrema esquerda, tudo fez, de modo a conseguir colocar os seus peões nos locais cruciais. Para o momento adequado. Basicamente conseguir infiltrar para, depois, cativar o posto. Se tivesse sido proveniente da Direita, teria sido apodado de assalto intolerável à Informação e à Liberdade de Imprensa. Como veio da Esquerda, fez-se um silêncio cúmplice.

Hoje a Informação e é preciso ter a coragem de o afirmar destemidamente, está controlada e acima de tudo inquinada, por essas redes, politicamente correctas mas, acima de tudo, parciais e enviesadas. No sentido da adulteração da Verdade.

Para isso deveria servir, também, a Entidade Reguladora da Comunicação. 

Para assegurar a independência, rigorosa, a todos os níveis da Informação. 

Eu sei que o que estou a afirmar não é politicamente correcto. 

Mas abomino que a Imprensa, no meu País, hoje, maioritariamente, seja tendenciosa. Subterrânea. Encapuçada. Ao serviço de interesses e correntes. De modo propositadamente não assumido. Tendenciosa. “Comprada”…

Por isso mesmo defendo, há muitos anos, tal como em muitos outros países, civilizados e evoluidos, que os Orgãos de Informação divulguem, pública e oficialmente, a sua linha editorial. 

Seria legítimo mas, acima de tudo, mais transparente. 

Até para, como soi dizer-se, o Povo não “comprar gato por lebre”.

Em resumo…

À Imprensa compete, inalienavelmente, o primado da Informação e não o da  deformação…tendenciosa.

Com 3 anos de Rádio, 3 anos de Jornal diário, 8 anos de Televisão, 1 ano de Conselho de Especialistas de 1 Revista de Informação, 2 anos de Revista de Informação e 2 anos de Direcção de uma Revista, tenho experiência profissional suficiente para dizer…não gosto do que venho a assistir. 

Não gosto mesmo nada!

Por mais que, convenientemente, alguns insistam em dizer que a Democracia, em Portugal, está sólida e amadurecida.

Não. Não está…

Manuel Damas

Manuel Damas

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