Inquérito do Ministério revelou 38 queixas de assédio sexual nas universidades

© D.R.

A ministra da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior disse hoje que um inquérito às instituições, aberto na sequência de denúncias de assédio, revelou 38 queixas de assédio sexual nos últimos cinco anos, dos quais quatro resultaram em sanções.

O balanço foi feito pelas próprias instituições, no âmbito de um inquérito aberto pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior na sequência da divulgação, há duas semanas, de várias notícias sobre casos de assédio sexual e moral no Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra.

De acordo com Elvira Fortunato, que está a ser ouvida pelo parlamento num debate em plenário sobre política setorial, foram apresentadas, nos últimos cinco anos, 38 queixas de assédio sexual.

Na sequência das denúncias, foram instaurados 31 processos disciplinares, dos quais quatro resultaram em sanções e os restantes foram arquivados ou estão ainda em curso, precisou em resposta à deputada Sónia Ramos, do PSD.

Perante insistência da deputada Rita Matias, do Chega, sobre o mesmo tema, a ministra disse não saber precisar que tipo de sanções foram aplicadas, afirmando que podem ir desde suspensões a despedimentos.

Além das denúncias de assédio sexual, foram ainda recebidas 78 denúncias por assédio moral, tendo sido instaurados 52 processos disciplinares, dos quais resultaram cinco sanções disciplinares.

De acordo com Elvira Fortunato, o seu Ministério está, em colaboração com o Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, a trabalhar num plano de formação, sobre o qual não adiantou detalhes, com o objetivo de prevenir as situações de assédio.

“O Governo está muito preocupado com esse assunto, mas temos que nos basear nas evidências e nos números que temos”, disse a ministra, ressalvando que esses números devem ser ainda menores, “porque basta ter um caso para nos preocupar”.

A propósito do inquérito conduzido junto das universidades e politécnicos, a governante disse ainda que a maioria adotou códigos de conduta (81% das universidades, 65% dos institutos politécnicos e 87% das instituições privadas).

Por outro lado, 70% das universidades públicas têm canais de denúncia, replicados em 68% dos politécnicos e 95% das instituições privadas.

Durante o debate, Elvira Fortunato insistiu também que as instituições de ensino superior têm autonomia, no âmbito do regime jurídico, e que essa deve ser respeitada.

“As instituições têm competência disciplinar e, face à sua autonomia, podem atuar. Já houve sanções, o que mostra que o sistema está a funcionar”, afirmou, admitindo, ainda assim, que “pode não estar ainda a funcionar a 100%”.

Últimas do País

Homem de 38 anos foi detido pela PSP depois de ter entrado pela janela de uma residência em Alvalade e furtado artigos avaliados em 18.200 euros. Polícia conseguiu recuperar parte dos bens.
Ministro disse que os empréstimos usados na compra dos montes estavam declarados. Em causa estão quatro propriedades situadas na freguesia de São Teotónio, no concelho de Odemira.
Jovens que vão entrar no 7.º ano continuam sem colocação a poucas semanas do início das aulas. Ministério da Educação em silêncio.
Grupo que se apresentava como ‘Diligência Judicial’ é suspeito de ameaçar pessoas e empresas endividadas, apreender bens e obrigar vítimas a assumir dívidas alegadamente inexistentes. Investigação do DIAP de Lisboa e da PJ arrasta-se há mais de seis anos.
Mais de 1,6 milhões de pensionistas de velhice da Segurança Social receberam menos de 870 euros por mês em 2025. Entre os beneficiários de pensões de invalidez, a realidade é ainda mais pesada: cerca de 90% ficaram abaixo daquele valor.
Ministério Público acusa Rui Cristina na sequência de declarações sobre a política de habitação destinada à comunidade cigana. Autarca defende que a Câmara não deve continuar a canalizar dinheiro público para aquele grupo.
Menor foi surpreendido por dois indivíduos de rosto tapado, que efetuaram vários disparos em plena rua. Projétil ficou alojado no tronco e vítima sofreu ainda dois ferimentos na cabeça. Polícia procura os autores do ataque.
Partido avança com pedidos de informação sobre o parque habitacional dos municípios e quer conhecer o número de casas ocupadas e desocupadas, o valor médio das rendas e a dívida acumulada. CHEGA defende maior escrutínio sobre a gestão da habitação pública em plena crise de acesso à casa.
Comerciantes chegaram a oferecer cerca de 20 vezes o preço-base por bancas no interior do histórico mercado do Porto. Já três das quatro lojas exteriores levadas a hasta pública não receberam qualquer proposta. Câmara admite não ter explicação para o contraste.
A Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), a PSP e a GNR lançam na terça-feira a campanha 'Taxa Zero ao Volante' para alertar para os riscos da condução sob a influência do álcool.