12 Abril, 2024

Sesimbra e as suas dicotomias

Sesimbra, pitoresca vila piscatória situada junto a uma baía abrigada, onde se pode admirar paisagens verdadeiramente deslumbrantes desde a vila, a Serra da Arrábida e o cabo Espichel, foi a riqueza piscícola do mar de Sesimbra que fez com que o núcleo populacional descesse do alto da colina e se deslocasse para as suas proximidades, transformando-se esta vila num dos principais portos de pesca da região. 

Destaque para as conhecidas paisagens magníficas e também merecedora de destaque a excelente gastronomia regional em que os mariscos e peixes frescos são os elementos principais e que se podem apreciar nos muitos restaurantes aqui existentes.

Do mar as artes de pesca, o peixe, as praias, o cheiro a maresia, as pessoas que sempre recebem com um sorriso, do campo o pão, os queijos, a farinha torrada, os peregrinos. Há 500 anos que Sesimbra vive do mar, mas não tem de começar e acabar nele. Estes são os fatores que faz com que o turismo assuma um papel importante em Sesimbra.

O fato desta maioritariamente ser uma vila pequena, com ruas estreitas e sinuosas empurra este turismo para a dificuldade em estacionar. A falta de estacionamento foi sempre um dos grandes problemas da vila de Sesimbra. Nas épocas do ano mais concorridas, como é o caso do Carnaval e do Verão, muitos automobilistas são obrigados a deixar o carro na parte alta da vila e fazer o resto do caminho a pé até á marginal. Como alternativa muitos dos que visitam Sesimbra optam por chegar a Sesimbra de transportes públicos. Aqui começa outra dificuldade de Sesimbra, os transportes públicos, sempre pecaram por escassos e com horários parcos e desde há muito que não asseguram as ligações com a periferia de Sesimbra, tal como a Quinta do Conde e não satisfazem as necessidades dos residentes que trabalham fora da vila, que são obrigados a recorrer nas suas deslocações diárias à viatura própria. Os Sesimbrenses esperançosos por uma solução, nos últimos meses com a introdução da rede da Carris Metropolitana, mas essa mesma esperança depressa se desvaneceu, visto esta rede de transportes Públicos ter sido uma verdadeira utopia… 

Assim Sesimbra, continua com os mesmos problemas de mobilidade, pois a mudança para a Carris Metropolitana não se mostrou um benefício, mas sim mais do mesmo, colocando assim alguns moradores em situações de verdadeira aflição, quando os transportes não comparecem a horas ou então a inexistência da carreira. Trata-se, portanto, de uma rede que se tem verificado muito inoperativa. 

Em relação aos cuidados de saúde os Sesimbrenses, também se encontram mal servidos pois há muito que se anseia por um novo centro de saúde com a sua construção já iniciada, mas que tarda, com todas as valências e que incorpore um serviço de urgência básica durante a noite e fins de semana pois a distância e o tempo de viagem para o Hospital distrital condicionam e muito a saúde dos Sesimbrenses.

Tenta-se há vários anos que os sucessivos executivos camarários encontrem soluções dignas para os Sesimbrenses que querem poder continuar a usufruir da Vila de Sesimbra, e a residir na mesma, mas que todos os dias se confrontam com realidades desconcertastes que tendem ao afastamento de turistas e propensos investidores. 

Esta falta de visão política das forças de esquerda que desde 1976 dominam os destinos de Sesimbra e do Distrito de Setúbal, votaram-nos à pobreza e ao atraso, típico do socialismo e do marxismo ideológico.

Hoje Sesimbra e o Distrito de Setúbal, contam com uma nova geração de autarcas do CHEGA, que visam cortar com décadas de inércia, décadas de atraso económico, falta de investimento e de progresso.

Enquanto Deputada da Assembleia Municipal de Sesimbra, pude presenciar debates para a resolução destes problemas, mas os mesmos têm sido camuflados e ignorados por políticas de esquerda, que proclamam arautos da defesa dos sesimbrenses, mas que no final tudo fica na mesma e a nada se faz…Sesimbra e os Sesimbrenses merecem mais e melhor…

Sílvia Montanha

(Deputada Municipal de Sesimbra)

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