Estudos sugerem que cancro do endométrio pode ser detetado numa amostra de urina

© D.R.

Estudos feitos em Espanha sugerem que o cancro do endométrio (mucosa que reveste a cavidade do útero) pode ser detetado numa amostra de urina, um método de diagnóstico menos invasivo e menos doloroso, foi hoje divulgado.

Os estudos, publicados nas revistas científicas Clinical Cancer Research e eBioMedicine, foram conduzidos por investigadores do Instituto Catalão de Oncologia, do Instituto de Investigação Biomédica de Bellvitge e do Hospital de Bellvitge, em Barcelona.

Os investigadores analisaram o ADN (material genético) de amostras de urina e secreção vaginal de cerca de 160 doentes com cancro do endométrio e compararam com o tumor original.

Para os estudos foram sequenciados os 47 genes que mutam mais frequentemente no cancro do endométrio.

Mutações genéticas similares às do tumor original foram detetadas na totalidade das amostras de urina e em 73% das amostras vaginais, de acordo com os estudos.

Segundo os autores, trata-se de métodos não invasivos promissores para o diagnóstico do cancro do endométrio, um dos mais comuns nas mulheres.

Atualmente, os métodos de diagnóstico são invasivos e dolorosos e consistem maioritariamente na recolha de uma amostra de tecido do endométrio através da vagina.

Para a coordenadora dos estudos, Laura Costas Caudet, do Instituto de Investigação Biomédica de Bellvitge, citada pela agência Efe, os métodos não invasivos “podem contribuir para um diagnóstico mais rápido que melhora a sobrevivência das doentes”.

A investigadora e médica assinalou que a demora no diagnóstico “obriga ao recurso a tratamentos mais agressivos e representa pior prognóstico” da doença.

Últimas do Mundo

O duplo sismo que abalou a Venezuela em 24 de junho causou a morte a 121 portugueses e lusodescendentes, de acordo com o mais recente balanço avançado hoje pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros português.
O Ministério Público de Munique, na Alemanha, acusou hoje um jovem de 15 anos de planear um ataque com explosivos, afirmando que o seu principal alvo era uma sinagoga.
A Comissão Europeia multou hoje a chinesa AliExpress em 550 milhões de euros por falhas na avaliação e redução do risco de venda de produtos ilegais, inseguros ou contrafeitos na sua plataforma de comércio eletrónico.
Jamey Carney, conhecida pelo apoio à causa palestiniana e aos direitos dos migrantes, foi encontrada morta na Irlanda. O principal suspeito é o companheiro, que abandonou o país e acabou detido na Jordânia.
O duplo sismo que abalou a Venezuela em 24 de junho causou a morte a 119 portugueses e lusodescendentes, de acordo com o mais recente balanço avançado hoje pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) português.
Os incêndios em França, incluindo na histórica floresta de Fontainebleau, a menos de 100 quilómetros de Paris, levaram à detenção de 30 adultos e 29 menores, informou o ministro do Interior.
Há mais de uma década que a União Europeia (UE) regista mais mortes do que nascimentos. Ainda assim, a população continua a crescer porque entram mais pessoas do que aquelas que abandonam o espaço europeu.
Oito mulheres foram mortas desde o início de 2026. Em sete dos homicídios existe um suspeito identificado e, em seis deles, o alegado autor é um cidadão estrangeiro, segundo dados da Women’s Aid.
Portugal tinha 331 camas hospitalares por 100 mil habitantes em 2024, atrás da média da União Europeia (507).
Quatro pessoas acusadas de pertencerem a rede criminosa que desviou 140 milhões de euros com fraudes cibernéticas em vários países europeus foram detidas em Portugal, Espanha e Panamá, anunciou hoje a polícia espanhola.