Motoristas de TVDE realizam marcha lenta em Lisboa por melhores condições

Cerca de duas dezenas de motoristas de TVDE (Transporte de Passageiros em Veículos Descaracterizados a partir de Plataforma Eletrónica) realizaram hoje uma marcha lenta em Lisboa para exigir melhores condições de trabalho e uma maior fiscalização da atividade.

© D.R.

protesto, organizado pelo Movimento TVDE, juntou cerca de duas dezenas de motoristas que arrancaram do Parque das Nações, passaram pelo Aeroporto de Lisboa, Avenida da República, Marquês de Pombal, Largo do Rato (sede do PS) e terminaram junto ao Ministério do Ambiente (Rua do Século).

Cerca de duas horas antes da passagem das viaturas junto ao Ministério do Ambiente, que tutela o setor, alguns representantes começaram a concentrar-se nas imediações com faixas que pediam a revisão do regime jurídico (em vigor desde 2018) que regulamenta a atividade dos TVDE.

Em declarações à agência Lusa, Isidro Miranda, do Sindicato dos Trabalhadores de Transportes Rodoviários e Urbanos de Portugal (STRUP) admitiu avançar com uma queixa ao Provedor de Justiça Europeu caso o Governo português não reveja a lei e “acabe com os abusos” que se verificam na atividade.

“Este setor não pode continuar a trabalhar em ‘dumping’. As contas já foram apresentadas ao Estado há cerca de dois anos e nada foi feito até agora. Basta nós irmos a um portal da queixa e percebe-se que as pessoas já não se sentem seguras de entrar num carro destes”, apontou.

‘Dumping’ é uma prática comercial que consiste na negociação de produtos, mercadorias ou serviços por preços extraordinariamente abaixo de seu valor justo, muito frequentemente abaixo do custo.

O sindicalista criticou também o facto de existirem motoristas de TVDE a exercerem a atividade sem “falarem português”, defendendo a necessidade de existir um exame de Linga Portuguesa que dê acesso à profissão em Portugal.

Também o empresário de TVDE Adrian Reis, ouvido pela Lusa, se queixou das condições de trabalho no setor, contando que não consegue “receber salário há três meses.

“Tenho uma pequena empresa com três carros e, para fazer face às contribuições e tudo que a gente precisa para manter os carros a trabalhar, eu acabo por não levantar o salário da empresa. Há três ou quatro meses que não levanto o saário para ter liquidez e poder pagar seguros, manutenções e impostos”, contou.

Em fevereiro, o ministro do Ambiente disse no parlamento que o processo de revisão da ‘Lei Uber’ será feito depois de terminadas as alterações à Agenda do Trabalho Digno e serem conhecidas as medidas da União Europeia para o setor.

Duarte Cordeiro, que falava na audição da Comissão de Economia, Obras Públicas, Planeamento e Habitação, sublinhou que “não parece fazer sentido” avançar com a revisão da lei sem serem conhecidas as propostas concretas.

O Governo adiou para este ano as alterações às leis específicas que regem a atividade dos táxis e de TVDE – Transporte Individual e Remunerado de Passageiros em Veículos Descaracterizados a partir de Plataforma Eletrónica.

Atualmente, quatro anos após a ‘Lei Uber’, publicada em Diário da República em agosto de 2018, são três as plataformas a trabalhar no país: Uber, Bolt e FREENOW, esta última criada a partir da MyTaxi (serviço de transporte em táxis através de uma aplicação de telemóvel) e que integra também os TVDE da antiga Kapten.

Últimas do País

A Guarda Nacional Republicana (GNR) registou na sexta-feira, primeiro dia da ‘Operação Páscoa’, 236 acidentes, dos quais resultaram quatro mortos, cinco feridos graves e 68 ligeiros, anunciou hoje a força militar, adiantando terem sido fiscalizados sete mil condutores.
A PSP deteve, esta semana em Lisboa, seis carteiristas, anunciou hoje a polícia, que pediu à população para adotar comportamentos preventivos especialmente em zonas de elevada afluência turística.
Mais de 9.400 utentes com sinais e sintomas de Acidente Vascular Cerebral (AVC) foram sinalizados pelo INEM em 2025, o valor mais elevado dos últimos quatro anos, revelou esta quinta-feira o instituto.
Uma estrutura que congrega os maiores sindicatos e associações das forças e serviços de segurança vai realizar a 16 de abril de uma concentração em frente à residência do primeiro-ministro em Lisboa para protestar contra o corte nas reformas.
Entram discretamente, vivem em zonas de luxo, movimentam milhões e deixam um rasto de violência. O Primeiro Comando da Capital (PCC), uma das maiores organizações criminosas do mundo, está cada vez mais presente em Portugal e as autoridades já olham para o fenómeno com crescente preocupação.
A operação ‘Polícia Sempre Presente: Páscoa em Segurança 2026’ da PSP fez, nos últimos sete dias, 713 detenções, das quais 201 por condução em veículo em estado de embriaguez, e registou perto de quatro mil infrações rodoviárias.
Portugal regista, em média, 40 assaltos a casas por dia, incluindo centenas de casos com recurso a violência e armas de fogo. No total, quase 15 mil residências foram assaltadas num ano, segundo o RASI.
O CHEGA apresentou no Parlamento uma proposta para alterar a lei da videovigilância, defendendo a possibilidade de utilização de dados biométricos como forma de reforçar a prevenção de atos terroristas em Portugal.
Um homem de 34 anos foi detido pela Polícia Judiciária (PJ) e ficou em prisão preventiva por indícios de abuso sexual agravado de um menino de dois anos, informou hoje o Ministério Público (MP).
O Tribunal Judicial de Beja decretou hoje a prisão preventiva do homem, de 26 anos, detido pela Polícia Judiciária (PJ) por suspeitas de ter atingido com tiros de caçadeira outros dois homens, naquela cidade, revelou fonte policial.