Portugal e Macedónia do Norte assinaram acordo de cooperação em Defesa

Portugal e a Macedónia do Norte assinaram pela primeira vez um acordo bilateral de cooperação no domínio da Defesa, que inclui áreas como a ciberdefesa, "programas conjuntos de instrução e treino" ou as indústrias deste setor.

© portugal.gov.pt

Numa nota enviada à Lusa, o Ministério da Defesa Nacional refere que o acordo bilateral foi assinado no passado dia 11 de setembro, em Escópia, pela ministra da Defesa portuguesa, Helena Carreiras, e a homóloga da Macedónia do Norte, Slavjanka Petrovska.

O acordo inclui cooperação em áreas como “política de segurança e defesa”, operações humanitárias e de manutenção da paz no contexto da NATO, Nações Unidas e União Europeia (UE), “estabelecimento de programas conjuntos de instrução e treino” ou ainda “cooperação no âmbito da Política Comum de Segurança e Defesa da UE e iniciativas associadas, designadamente missões militares”.

Prevê-se ainda a cooperação na área das indústrias de Defesa, ciberdefesa, “proteção do ambiente em instalações militares” e “questões de género e papel das mulheres nas Forças Armadas”.

Na recente visita que fez à Macedónia do Norte (entre 10 e 11 de setembro), Helena Carreiras reiterou, junto do Presidente da Macedónia do Norte, Stevo Pendarovski, e da sua homóloga, o apoio de Portugal à adesão deste país à União Europeia, segundo o Ministério da Defesa.

Para o Governo, a entrada daquele país “contribuirá para o enriquecimento do projeto europeu e para a estabilidade da região dos Balcãs, sobretudo no atual contexto decorrente da invasão da Ucrânia pela Rússia”, assinala Helena Carreiras.

Nesta visita, a ministra da Defesa portuguesa abordou ainda temas como o apoio de ambos os países à Ucrânia ou a “importância do combate à desinformação russa face à escala global desta guerra e o seu impacto em diversas regiões do mundo”.

Em março de 2020, a Macedónia do Norte aderiu oficialmente à Aliança Atlântica.

Os aliados aprovaram em fevereiro de 2019 o protocolo de acesso da Macedónia do Norte à NATO, após a ex-república jugoslava ter aceitado a mudança do nome na sequência de um acordo com a Grécia que pôs termo a um prolongado contencioso histórico.

Últimas do País

O Tribunal de Leiria condenou hoje seis homens a penas entre os sete e os nove anos e três meses de prisão pelo crime de tráfico de droga agravado, cocaína importada dissimulada em caixas de banana.
O presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento da Região Centro (CCDRC) disse hoje que a maioria das 18 mil candidaturas para a reconstrução de casas na região ainda não foi aberta por falta de mão de obra.
A Polícia Judiciária (PJ) realizou hoje uma operação policial nos Açores e em Lisboa, no âmbito de um inquérito por “suspeitas do favorecimento de uma companhia aérea por parte de uma entidade pública” e constituiu cinco arguidos.
Doente oncológico com décadas de descontos recebe apenas metade do salário e ainda tem de provar que está doente. Parlamento rejeitou apoio a 100%. CHEGA defende que “quem enfrenta o cancro não pode perder também o sustento da sua família”.
O Governo estendeu para 30 de junho o prazo para limpeza dos terrenos nos municípios abrangidos por declaração de calamidade, no âmbito da gestão de combustível na rede secundária, estabelecendo 31 de maio como limite para os restantes concelhos.
A GNR intercetou um veículo que efetuava transporte público de passageiros sem licenciamento, na Estrada Nacional 362, no distrito de Santarém, após uma denúncia, divulgou hoje aquela força de segurança.
Mais de 80% dos bombeiros da corporação de Sever do Vouga, no distrito de Aveiro, passaram à inatividade em rutura com a direção da Associação Humanitária.
Momentos de grande tensão marcaram a tradicional Procissão do Senhor dos Passos, na Nazaré, depois de um veículo ter entrado inesperadamente no percurso do cortejo religioso, gerando pânico entre os fiéis.
A Entidade Reguladora da Saúde (ERS) alerta para "desequilíbrios territoriais significativos" no acesso aos cuidados de saúde, com níveis elevados de necessidade nos cuidados primários no interior, Alto Alentejo e Nordeste.
Cinco arguidos terão criado prejuízos fiscais fictícios para reduzir impostos. Investigação aponta para perdas artificiais de cinco milhões de euros.