Pagamentos em atraso aumentam para 886,3 milhões até agosto

Os pagamentos em atraso das entidades públicas representaram 886,3 milhões de euros até agosto, um aumento de 102,8 milhões de euros face ao período homólogo, segundo a síntese de execução orçamental hoje divulgada pela DGO.

© DR

 

“No final de agosto, os pagamentos em atraso das entidades públicas ascenderam a 886,3 milhões de euros, o que representa um aumento de 102,8 milhões de euros relativamente ao período homólogo”, lê-se na síntese divulgada pela Direção-Geral do Orçamento (DGO).

Já em comparação com o mês anterior, verificou-se um agravamento em 76,5 milhões de euros.

A evolução homóloga justifica-se com uma subida registada na administração regional (48,4 milhões de euros), na administração central, excluindo a saúde, (45,3 milhões de euros) e nos hospitais EPE (18,8 milhões de euros).

Já para a variação mensal contribuíram os hospitais EPE, com um aumento de 82,5 milhões de euros.

Acresce aqui o contributo da administração regional (9,1 milhões de euros), uma descida nas entidades públicas reclassificadas (10,8 milhões de euros) e na administração central, excluindo o subsetor da saúde (3,1 milhões de euros).

Últimas de Economia

Os juros da dívida portuguesa subiam hoje com força a dois, cinco e 10 anos face a quinta-feira, no prazo mais curto para máximos desde julho de 2024 e nos dois mais longos para máximos desde outubro de 2023.
O presidente do CHEGA considerou que "é sempre positivo" quando a economia portuguesa regista um excedente orçamental, mas exigiu que o Governo tome mais medidas para aliviar o aumento dos preços na sequência do conflito no Médio Oriente.
Os bancos tinham emprestados, no final de 2025, 34,3 mil milhões de euros a empresas e famílias dos concelhos colocados em situação de calamidade na sequência da tempestade Kristin, segundo dados hoje divulgados pelo Banco de Portugal (BdP).
O 'stock' de empréstimos para habitação cresceram pelo 25.º mês consecutivo em fevereiro, com um aumento homólogo de 10,4%, atingindo 111.658 milhões de euros, divulgou hoje o Banco de Portugal (BdP).
A taxa de poupança das famílias recuou para 12,1% do rendimento disponível no final de 2025, divulgou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).
A carga fiscal aumentou para 35,4% em 2025, face aos 35,2% registados no ano anterior, de acordo com a primeira notificação de 2026 relativa ao Procedimento dos Défices Excessivos divulgada hoje pelo INE.
O cabaz essencial de 63 produtos monitorizado pela Deco Proteste aumentou 0,08 euros esta semana face à anterior e acumula um acréscimo de 12,57 euros desde início do ano, fixando-se num novo máximo de 254,40 euros.
O preço do gás natural para entrega no prazo de um mês no mercado TTF dos Países Baixos, referência na Europa, aumentou hoje 4% e ultrapassou os 54 euros por megawatt-hora (MWh), devido ao conflito no Médio Oriente.
As famílias de rendimento mediano dificilmente têm acesso à compra de habitação em Portugal, uma vez que o peso da prestação do crédito à habitação supera 40% do seu rendimento, indica um estudo do Banco de Portugal (BdP).
O valor mediano de avaliação bancária na habitação foi de 2.122 euros por metro quadrado em fevereiro, um novo máximo histórico e mais 17,2% do que no mesmo mês de 2025, divulgou o Instituto Nacional de Estatística (INE).