Pagamentos em atraso aumentam para 886,3 milhões até agosto

Os pagamentos em atraso das entidades públicas representaram 886,3 milhões de euros até agosto, um aumento de 102,8 milhões de euros face ao período homólogo, segundo a síntese de execução orçamental hoje divulgada pela DGO.

© DR

 

“No final de agosto, os pagamentos em atraso das entidades públicas ascenderam a 886,3 milhões de euros, o que representa um aumento de 102,8 milhões de euros relativamente ao período homólogo”, lê-se na síntese divulgada pela Direção-Geral do Orçamento (DGO).

Já em comparação com o mês anterior, verificou-se um agravamento em 76,5 milhões de euros.

A evolução homóloga justifica-se com uma subida registada na administração regional (48,4 milhões de euros), na administração central, excluindo a saúde, (45,3 milhões de euros) e nos hospitais EPE (18,8 milhões de euros).

Já para a variação mensal contribuíram os hospitais EPE, com um aumento de 82,5 milhões de euros.

Acresce aqui o contributo da administração regional (9,1 milhões de euros), uma descida nas entidades públicas reclassificadas (10,8 milhões de euros) e na administração central, excluindo o subsetor da saúde (3,1 milhões de euros).

Últimas de Economia

Segundo os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), o aumento homólogo de 14,2% do valor mediano da avaliação bancária – realizada no âmbito de pedidos de crédito para a aquisição de habitação – ficou abaixo do registado em agosto (14,7%), enquanto a variação em cadeia se fixou em 1,1%.
A petrolífera portuguesa fechou os primeiros nove meses de 2026 com lucros de 1,4 mil milhões de euros. O aumento da produção de petróleo e a valorização do crude contribuíram para resultados equivalentes a mais de cinco milhões de euros por dia.
Um estudo da Católica-Lisbon SBE revela que 85,1% dos inquiridos manifestam elevados níveis de preocupação com o acesso à habitação, enquanto 92,1% têm preocupação com a subida dos preços.
O Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) vai aumentar em 2027 para milhares de proprietários portugueses, na sequência da atualização automática do Valor Patrimonial Tributário (VPT). A subida será de 3% para os imóveis destinados à habitação e de 4% para edifícios de comércio, serviços e indústria abrangidos pela atualização.
A editora Deco Proteste alertou hoje que alguns proprietários podem estar a pagar mais IMI do que deveriam, quando o valor patrimonial do imóvel não reflete a evolução de determinados fatores usados no cálculo do tributo.
A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) alertou que a plataforma IronFX e a entidade Notesco (BVI) Limited não estão autorizadas a exercer atividades de intermediação financeira em Portugal. Em comunicado, a CMVM alerta para o facto de nem a plataforma IronFX nem a entidade Notesco (BVI) Limited estarem autorizadas para o exercício de qualquer atividade de intermediação financeira em Portugal ou para qualquer outra atividade sob a sua supervisão.
O investimento público previsto para a habitação deverá sofrer uma redução de 63% em 2027, após o fim do financiamento do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). A quebra surge num período em que o acesso à casa continua a representar uma dificuldade para muitas famílias.
O Governo português pretende eliminar as restrições às rendas nos novos contratos, classificando-as como uma medida ideológica. Contudo, 23 países da OCDE mantêm mecanismos de regulação dos preços, incluindo economias como a Alemanha, França e Estados Unidos.
O líder do CHEGA/Madeira, Hugo Nunes, afirmou que o partido votará contra o Orçamento Regional 2027 se não for incluído o diferencial de 30% no IVA, que visa reduzir o custo de vida dos madeirenses.
Comprar casa em Portugal nunca exigiu tanto esforço financeiro às famílias. O país atingiu, em 2025, o pior índice de acessibilidade à habitação desde 1995, liderando pela negativa uma lista de 33 países analisados pela OCDE. Na última década, os preços das casas mais do que duplicaram, enquanto os rendimentos cresceram apenas 33%.