Pagamentos em atraso aumentam para 886,3 milhões até agosto

Os pagamentos em atraso das entidades públicas representaram 886,3 milhões de euros até agosto, um aumento de 102,8 milhões de euros face ao período homólogo, segundo a síntese de execução orçamental hoje divulgada pela DGO.

© DR

 

“No final de agosto, os pagamentos em atraso das entidades públicas ascenderam a 886,3 milhões de euros, o que representa um aumento de 102,8 milhões de euros relativamente ao período homólogo”, lê-se na síntese divulgada pela Direção-Geral do Orçamento (DGO).

Já em comparação com o mês anterior, verificou-se um agravamento em 76,5 milhões de euros.

A evolução homóloga justifica-se com uma subida registada na administração regional (48,4 milhões de euros), na administração central, excluindo a saúde, (45,3 milhões de euros) e nos hospitais EPE (18,8 milhões de euros).

Já para a variação mensal contribuíram os hospitais EPE, com um aumento de 82,5 milhões de euros.

Acresce aqui o contributo da administração regional (9,1 milhões de euros), uma descida nas entidades públicas reclassificadas (10,8 milhões de euros) e na administração central, excluindo o subsetor da saúde (3,1 milhões de euros).

Últimas de Economia

O déficit comercial de bens entre a zona euro e o mundo aumentou para 1,9 mil milhões de euros, em janeiro, face aos 1,4 mil milhões de euros do mesmo mês de 2025, segundo o Eurostat.
Os preços dos combustíveis em Portugal vão continuar a subir na próxima semana com o gasóleo simples a aumentar cerca de 15 cêntimos por litro, e a superar os dois euros, e a gasolina 95 a encarecer nove cêntimos.
Mais de metade das habitações familiares anteriores a 1960 não sofreram obras de renovação para melhorar a eficiência energética e 30,1% das casas construídas antes de 1945 são ocupadas por famílias em risco de pobreza, indicou hoje o INE.
O relatório final dos peritos europeus confirma que o apagão ibérico foi provocado por falhas em cascata e recomenda reforçar tanto os quadros regulatórios como a coordenação entre operadores da rede e grandes produtores, de forma a prevenir eventos semelhantes.
A taxa de juro implícita dos contratos de crédito à habitação diminuiu para 3,079% em fevereiro, ficando abaixo dos 3,111% de janeiro de 2026 e dos 3,830% de fevereiro de 2025, indicam dados divulgados hoje pelo INE.
O preço do gás na Europa disparou hoje 35% após os ataques às infraestruturas energéticas no Médio Oriente, em particular um ataque iraniano à maior instalação de produção de gás natural liquefeito (GNL) do mundo, no Qatar.
O primeiro-ministro admitiu hoje que Portugal pode ter défice em 2026 devido à “excecionalidade” relacionada com os impactos das tempestades e da crise energética e rejeitou “uma obsessão” para ter excedente orçamental que impeça apoios ao país.
O índice de preços na produção industrial (IPPI) caiu 3,5% em fevereiro, face ao mesmo mês de 2025, devido à redução dos preços da energia, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) divulgados hoje.
O Banco Central Europeu recebeu 416 denúncias de infrações em 2025, um número semelhante às 421 de 2024, mas superior às 355 de 2023, indica um relatório da instituição divulgado hoje.
As energias renováveis garantiram 79,0% da eletricidade produzida em Portugal continental nos dois primeiros meses do ano, o terceiro melhor registo da Europa em termos de incorporação renovável, informou hoje a Apren.