Peso dos impostos no PIB foi de 38% em Portugal em 2022, abaixo da média da UE

O peso global dos impostos em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) foi de 38% em Portugal em 2022, abaixo da média da União Europeia (UE), que se fixou em 41,2%, divulgou hoje o Eurostat.

© D.R.

Dados hoje divulgados pelo gabinete estatístico da UE, o Eurostat, revelam que o rácio global dos impostos, ou seja, a soma dos impostos e das contribuições sociais líquidas em percentagem do PIB, se situou em 41,2% na UE em 2022, uma diminuição em comparação a 2021 (41,5%).

Na zona euro, as receitas fiscais aumentaram em linha com o PIB nominal, o que significa que o rácio entre impostos e PIB permaneceu estável em 41,9% em 2022, segundo o Eurostat.

Por países, Portugal registou um rácio de 38% em 2022.

Os países com percentagens mais elevadas de impostos e contribuições sociais em percentagem do PIB foram França (48,0%), Bélgica (45,6%) e Áustria (43,6%), enquanto no extremo oposto ficaram a Irlanda (21,7%), a Roménia (27,5%) e Malta (29,6%), com os rácios mais baixos.

Últimas de Economia

O presidente do CHEGA considera que o diploma, "tal como está, não serve" e alerta para o aumento do custo da habitação. Ventura diz que as rendas estão a subir "brutalmente" e considera as medidas prejudiciais tanto para proprietários como para arrendatários.
O indicador de confiança dos consumidores diminuiu em setembro pelo segundo mês consecutivo e o clima económico, baseado em inquéritos às empresas, recuou após ter aumentado no mês anterior, divulgou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).
Arrendar casa ficou ainda mais caro. Novos contratos atingiram uma renda mediana de 10,17 euros por metro quadrado entre abril e junho, mais 10,2% do que há um ano. Lisboa continua no topo, com 17,79 euros por metro quadrado.
Escalada dos juros junta-se ao aumento dos combustíveis e dos preços no supermercado. Quase um milhão de famílias com crédito à habitação a taxa variável estão expostas às oscilações da Euribor e, em alguns casos, a prestação mensal já aumentou mais de 100 euros.
As principais bolsas europeias abriram hoje em alta, atentas de novo à evolução do preço do petróleo, que está a subir, e dos juros das dívidas soberanas, que continuam em alta.
O líder parlamentar do CHEGA saiu da reunião com o Governo a criticar as linhas gerais do Orçamento do Estado para 2027. Pedro Pinto acusa o Executivo de não apresentar medidas para responder às dificuldades dos portugueses e lamenta a ausência de novas descidas de impostos.
Quase sete em cada dez empresas ouvidas pela Deloitte dão nota negativa ao sistema fiscal português e 97% consideram-no complexo. Justiça tributária, burocracia e carga fiscal estão entre os principais entraves apontados à competitividade e ao investimento em Portugal.
A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) fechou nove processos de contraordenação em 2025, onde foram aplicadas 10 coimas e uma admoestação, no valor total de 148.750 euros.
A aproximação do fim dos prazos do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) terá levado várias entidades públicas a acelerar procedimentos e contratos. Universidade Nova de Lisboa assinou 12 contratos, no valor global de 2,06 milhões de euros, entre meados e o final de junho.
O nível de atividade de reabilitação urbana recuou ligeiramente em agosto, enquanto a carteira de encomendas manteve uma evolução positiva, segundo o barómetro hoje divulgado pela associação setorial AICCOPN.