Reserva Federal norte-americana deixa taxas de juro inalteradas

A Reserva Federal dos Estados Unidos (Fed) anunciou hoje que vai manter as taxas de juro inalteradas, sendo esta a segunda pausa consecutiva após a série de subidas iniciada em março do ano passado, mas não afasta novos aumentos.

©D.R.

“O Comité continuará a avaliar informação (económica) adicional” para “determinar a margem para um maior aperto da política”, afirmou o banco central norte-americano, que decidiu manter as taxas no intervalo atual de 5,25% e 5,5%, o seu nível mais elevado desde 2001.

Esta é a segunda pausa, após 11 subidas consecutivas.

A Fed considera, contudo, que para já a amplitude dos efeitos da subida das taxas “permanece incerta”, insistindo que o comité está “preparado para ajustar a orientação da política monetária, conforme apropriado”, caso surjam riscos que possam impedir a concretização do objetivo de fazer recuar a inflação para a meta de 2%.

A próxima reunião em que terá de decidir novamente sobre o curso das taxas de juro vai realizar-se ainda antes do final deste ano, a 12 e 13 de dezembro.

Últimas de Economia

O Tribunal de Contas (TdC) disse hoje que uma auditoria à Autoridade Nacional de Aviação Civil (ANAC) verificou que “não foram corrigidas as deficiências no financiamento da atividade reguladora da aviação civil”, como recomendado pela entidade.
Mário Centeno e Santos Pereira só serão ouvidos a 9 de julho, na sequência de um requerimento apresentado pelo CHEGA, para esclarecerem a compra do novo edifício do Banco de Portugal.
A dívida pública na ótica de Maastricht, a que conta para Bruxelas, aumentou 1.656 milhões de euros em maio, para 288.659 milhões de euros, segundo dados hoje divulgados pelo Banco de Portugal (BdP).
A prestação da casa vai subir em julho para créditos com taxa Euribor a três, seis e 12 meses que sejam revistos nesse mês, segundo as simulações da Deco Proteste.
O prazo para os contribuintes entregarem a declaração de IRS de 2025 termina esta terça-feira, ao fim de três meses, numa altura em que o Portal das Finanças já recebeu seis milhões de declarações.
A média mensal da taxa Euribor, elemento essencial para o cálculo da maioria das prestações no crédito à habitação com componente variável, subiu em junho a três e seis meses, mas desceu a 12 meses.
O 'stock' de empréstimos para habitação atingiu em maio 115.742 milhões de euros, o equivalente a uma taxa de variação anual de 10,8%, a mais alta desde fevereiro de 2003, divulgou hoje o Banco de Portugal (BdP).
Os juros da dívida portuguesa subiam hoje a dois, a cinco e a 10 anos face a sexta-feira, alinhados com os de Espanha, Grécia e Itália, e com os da Alemanha no prazo mais longo.
As contas do Serviço Nacional de Saúde (SNS) continuam longe de estar controladas. O défice ultrapassou os mil milhões de euros em 2025 e, na última década, o Estado já foi obrigado a injetar cerca de 7,9 mil milhões de euros para manter o SNS a funcionar.
A renda mediana dos novos contratos de arrendamento em Portugal atingiu, no primeiro trimestre, 9,46 euros por metro quadrado, um aumento de 9,1%, acelerando face aos 7,9% do trimestre anterior, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE).